Fonemas são os sons da fala (unidade sonora), enquanto let...
Amizades enraizadas se tornaram raras
A fragilidade é uma das características do nosso tempo. Por qualquer coisa desistimos, rompemos vínculos e bloqueamos. A paciência deveria ser a companheira de cada dia, acompanhada da persistência. Acontece que vivemos cercados de conexões rápidas, contatos frequentes e relações que se dissolvem com a mesma velocidade com que surgem. A facilidade de se aproximar não garantiu profundidade. Por isso, amizades enraizadas se tornaram raras. Elas não nascem do acaso nem se sustentam apenas de afinidades momentâneas.
Criam raízes porque atravessam fases, suportam silêncios, respeitam distâncias e permanecem mesmo quando não há troca imediata. Uma amizade com raízes conhece nossas estações. Esteve presente quando florescemos e quando perdemos folhas. Não exige performance nem presença constante para existir. Ela se reconhece no essencial. Essas amizades não competem, não disputam espaço, não pedem explicações excessivas. Elas confiam. A raiz cresce no subterrâneo, longe dos olhares, mas é ela que sustenta a árvore diante dos ventos. Assim também são os vínculos profundos. Eles se fortalecem na lealdade, na escuta, no cuidado silencioso.
Não dependem de exposição, mas de verdade. Em tempos de fragilidade relacional, valorizar quem permanece é um gesto de sabedoria. Nem toda ausência é abandono, mas toda permanência verdadeira é escolha. Amizades com raízes não se ofendem com o tempo, não se perdem com a rotina, não se desfazem com mudanças. Elas entendem que a vida exige presença possível, não ideal. Essas relações oferecem abrigo emocional. São lugares onde podemos pousar sem defesas, falar sem medo, calar sem culpa.
O valor delas não está na quantidade de encontros, mas na qualidade do vínculo. Reconhecer essas amizades é honrar a própria história. É compreender que profundidade exige tempo, cuidado e compromisso afetivo. Em um mundo de vínculos frágeis, cultivar relações enraizadas é escolher qualidade em vez de volume. Essas amizades não fazem barulho, mas sustentam. Não aparecem o tempo todo, mas estão quando importa. E quando o mundo oscila, são elas que mantêm o coração firme, lembrando quem somos e onde pertencemos.
Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado).
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O critério decisivo é o conceito de dígrafo vocálico: duas letras que representam um único fonema vocálico nasal, normalmente com vogal seguida de m ou n. Em "presença", a sequência "en" em posição pré-consonantal atende a esse critério e, por isso, é a alternativa correta.
- Primeiro confirme se o enunciado pede dígrafo em geral ou dígrafo vocálico especificamente.
- Em dígrafo vocálico, procure sequências com m ou n que nasalizam a vogal sem som consonantal independente.
- Não trate qualquer sequência de vogais como dígrafo; dígrafo exige duas letras para um único fonema.
- Se a palavra tiver grupo como "ch", verifique a classificação: isso pode ser dígrafo consonantal, não vocálico.
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Comentários
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Os dígrafos vocálicos são a união de duas letras que representam um único fonema vocálico.
- am
- an
- em
- en
- im
- in
- om
- on
- um
- un
Esses dígrafos formam um único som vocálico, e são importantes para a pronúncia correta das palavras.
*Gabarito: b ;)
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