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Questões de Concursos

Q930829 Português

                                    De uma entrevista


      Respondendo à pergunta “Acha bom viver?”, “Essa é a impressão que você dá”, respondeu o escritor e psicanalista Hélio Pellegrino:

      “Viver − essa difícil alegria. Viver é jogo, é risco. Quem joga pode ganhar ou perder. O começo da sabedoria consiste em aceitarmos que perder também faz parte do jogo. Quando isso acontece, ganhamos alguma coisa de extremamente precioso: ganhamos nossa possibilidade de ganhar. Se sei perder, sei ganhar. Se não sei perder, não ganho nada, e terei sempre as mãos vazias. Quem não sabe perder acumula ferrugem nos olhos e se torna cego − cego de rancor. Quando a gente chega a aceitar, com verdadeira e profunda humildade, as regras do jogo existencial, viver se torna mais que bom − torna-se fascinante.

      Viver bem é consumir-se, é queimar os carvões do tempo que nos constitui. Somos feitos de tempo, e isto significa: somos passagem, movimento sem trégua, finitude. A cota de eternidade que nos cabe está encravada no tempo. É preciso garimpá-lo com incessante coragem, para que o gosto do seu ouro possa fulgir em nosso lábio. Se assim acontecer, somos alegres e bons, e a vida tem sentido.”

(Adaptado de: PELLEGRINO, Hélio. Lucidez embriagada. São Paulo: Planeta, 2004, p. 45) 

Hélio Pellegrino vale-se de imagens poéticas, nas quais há elementos que dão materialidade aos conceitos abstratos que ele tem acerca do que seja viver, tal como ocorre nos segmentos em que os elementos centrais são
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