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Q4237432 Medicina
Homem e sua companheira iniciaram tratamento para tuberculose pulmonar há 7 dias. A equipe da unidade básica de saúde realiza visita domiciliar a fim de avaliar os contactantes domiciliares do caso. Na casa, além do casal, mora a filha com 26 dias de vida, assintomática, com bom ganho de peso, em aleitamento materno exclusivo, vacinação de acordo com o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunização. Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada para a criança. 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Recém-nascido de 26 dias, assintomático, contactante intradomiciliar de tuberculose pulmonar em adultos em tratamento há apenas 7 dias, configura exposição de alto risco; segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, a conduta é prevenção da infecção pelo M. tuberculosis com isoniazida por três meses, o que sustenta a alternativa B.

Tema central: RN contactante de TB pulmonar
Análise das alternativas
A
Errada
A prova tuberculínica isoladamente não resolve a conduta inicial do recém-nascido contactante. Pela diretriz nacional citada na base, a prioridade é iniciar isoniazida; a PT pode entrar depois de período de tratamento preventivo em alguns cenários e, se a BCG já tiver sido aplicada inadvertidamente, o manual orienta que não se faça PT nesse contexto. Portanto, A erra por trocar a conduta mandatória de prevenção por um exame de seguimento.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, em recém-nascido exposto a tuberculose pulmonar no domicílio, a recomendação do Ministério da Saúde é iniciar tratamento preventivo/quimioprofilaxia primária. Nessa faixa etária, o risco de adoecimento e de formas graves é alto, e a decisão inicial não deve depender de prova tuberculínica, IGRA ou radiografia como resposta principal da questão.
C
Errada
O IGRA não é o exame que define a conduta inicial no protocolo brasileiro para recém-nascido contactante de tuberculose pulmonar. Em lactente muito jovem, ele não substitui a indicação de tratamento preventivo diante da exposição domiciliar de alto risco. O erro é superestimar um teste imunológico como se pudesse substituir a conduta protocolar.
D
Errada
Radiografia de tórax pode integrar a avaliação para excluir doença ativa em contexto clínico individual, mas, entre as alternativas oferecidas, pedir radiografia isoladamente não contempla a conduta principal exigida pela diretriz para esse cenário. A questão cobra a abordagem adequada global do recém-nascido assintomático contactante, e essa abordagem é tratamento preventivo.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre investigar e prevenir: no recém-nascido exposto a tuberculose pulmonar domiciliar, a resposta principal não é escolher PT, IGRA ou radiografia, e sim reconhecer a indicação de tratamento preventivo imediato.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer recém-nascido ou lactente jovem contactante intradomiciliar de tuberculose pulmonar, pense primeiro em alto risco de progressão e formas graves.
  • Na abordagem brasileira desse cenário, a conduta central é quimioprofilaxia primária/tratamento preventivo; exames imunológicos não substituem essa decisão inicial.
  • PT pode fazer parte do seguimento em situações específicas, mas não deve ser tomada como resposta principal quando a questão pergunta a conduta inicial do RN exposto.
  • BCG prévia não elimina a necessidade de prevenção; a situação vacinal pode mudar o seguimento com PT, mas não muda o ponto central de iniciar tratamento preventivo.

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