Diariamente, ouvem-se notícias do tipo “o governo decide ond...
I. O papel do Estado, ao intervir na economia, é causar externalidades e fazer com que os agentes causadores internalizem seus efeitos. Se as externalidades forem negativas, os agentes devem receber seus benefícios; se forem positivas, devem arcar com seus custos. Por isso, existem as regulações ou as proibições quanto à produção de alguns bens e à oferta de alguns serviços, assim como os incentivos para cultura e educação, entre outros.
II. No mundo contemporâneo (1789 até os dias atuais), os preços dos bens e serviços são definidos pelo mercado, no qual prevalece a lei da oferta e da demanda para determinação do ponto de equilíbrio. Esse ajuste – o equilíbrio de mercado – corresponde ao conceito de “mão invisível”, de Adam Smith, que se refere à real capacidade de os mercados se autorregularem sem a intervenção do Estado.
III. A economia do século XXI é globalizada, com mercados interligados e imperfeições que podem gerar falhas de mercado. Nesse contexto, surge a necessidade de intervenção do Estado na economia, justamente para corrigir essas falhas de mercado.
IV. O ajuste automático da economia constitui uma visão idealizada do sistema de mercado, haja vista a assimetria de informações que levam a falhas de mercado. A falha de mercado surge quando os mecanismos de mercado, não regulados pelo Estado e deixados ao seu próprio funcionamento, produzem resultados econômicos ineficientes ou socialmente indesejáveis.
Está correto o que se afirma apenas em