Assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORR...
Inundação em Veneza e incêndio na Austrália: efeitos da mudança climática
Os fatos foram opostos – inundação e fogaréu –, e a reação a eles também. Em uma mesma semana, a cidade italiana de Veneza e a costa leste da Austrália __________________ o embate que contrapõe “ambientalistas” a “negacionistas” quando o assunto são as mudanças climáticas que afetam o planeta. O Prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, declarou estado de emergência na extraordinariamente bela capital da região do Vêneto, cidade notabilizada por seus canais. O motivo: a pior cheia já registrada nos últimos cinquenta anos. O nível da água se elevou tanto que agravou a degradação de construções históricas – e, pior, fez duas vítimas logo nos primeiros dias, mortas em suas casas.
Imagens da Piazza San Marco submersa, com pessoas andando com água acima dos joelhos, correram o mundo. Um relatório de 2017 da Agência Nacional da Itália para Novas Tecnologias, Energia e Desenvolvimento Econômico Sustentável __________ que a cidade dos canais ficará submersa até o final deste século se o aquecimento global não for contido por medidas como as previstas no Acordo de Paris, de 2015.
Mas, se em Veneza o Prefeito reconheceu que as inundações decorriam do peso da interferência humana no clima da Terra, a 16.000 quilômetros de lá, outra catástrofe para o meio ambiente foi definida como “natural” – apesar de seu inédito impacto. O fogo começou a destruir a mata costeira em regiões muito próximas a Sidney. As labaredas devastaram cerca de 1.000 quilômetros de área florestal, provocando a morte de pessoas e de animais únicos da fauna do país. Encarando tudo como fenômeno da natureza, o vice-premiê, Michael McCormack, chamou de “lunáticos” os que acreditam no aquecimento global.
Não ficou sem resposta. Um senador do Partido Verde da Austrália, Jordon Steele-John, afirmou que, por causa de sua conduta negacionista, certos políticos podiam ser considerados “praticamente incendiários”.
O ponto a destacar é que negar as provas científicas do aquecimento global não o faz inexistente. Estudos recentes já comprovaram que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana ___________ os furacões mais comuns e os incêndios florestais mais recorrentes, para não falar do avanço no ritmo do derretimento das geleiras, entre outros problemas.
https://veja.abril.com.br... - adaptado
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
Para ___ compras ___ vista ou ___ prazo, o desconto é o mesmo.
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Tema central: Uso da crase em locuções adverbiais – item clássico de concursos para cargos como Agente Administrativo. A questão desafia o domínio das regras de crase principalmente nas expressões "à vista" e "a prazo".
Regra Base: Só ocorre crase (a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a") diante de palavras femininas, quando o contexto pede preposição e ocorre o encontro de preposição e artigo definido feminino.
Aplicação nos enunciados:
- Para compras à vista — "à vista" (locução adverbial feminina) exige crase! O substantivo "vista" é feminino, há a preposição "a" exigida pela expressão e o artigo "a" antecedendo "vista". Exemplos: "Pagou à vista".
- Para compras a prazo — "a prazo" NÃO exige crase, pois "prazo" é masculino; logo, não há fusão com artigo feminino. Exemplo: "Comprei a prazo".
- Para as compras — Não se usa crase antes de substantivo plural sem referência a locução adverbial! Aqui, apenas artigo definido feminino plural “as” acompanhando “compras”.
Alternativa Correta:
D) as - à - a
Explicando cada lacuna:
- Primeira: "as compras" – artigo feminino plural, sem crase porque não há preposição.
- Segunda: "à vista" – ocorre crase pela fusão da preposição "a" + "a" artigo feminino ("vista").
- Terceira: "a prazo" – sem crase porque "prazo" é masculino.
Por que as outras estão erradas?
- A) "as - a - a": falta o acento grave em "à vista", erro de acentuação da crase.
- B) "às - a - à": "às compras" teria crase desnecessária na primeira lacuna, e há crase indevida em "à prazo".
- C) "às - à - à": erra ao usar "às" na primeira, e "à prazo" na terceira, sendo "prazo" masculino.
Dicas de prova: Sempre que a palavra seguinte for masculina, não use a crase. Decore as principais locuções com crase (à vista, à medida, à tarde) e lembre-se de que a crase só ocorre com palavra feminina ou locução feminina.
Autores de referência: Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo) enfatizam que a crase depende da fusão obrigatória entre preposição "a" e artigo feminino.
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Comentários
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✅ Gabarito: D
✓ Para as compras à vista ou a prazo, o desconto é o mesmo.
➥ Para as compras (já temos a preposição "para" presente; após ela não pode haver preposição "a"; usamos somente o artigo definido "as" que está acompanhando o substantivo feminino "compras");
➥ À vista → LOCUÇÃO ADVERBIAL DE MODO COM BASE FEMININA= CRASE CORRETA E OBRIGATÓRIA PARA EVITAR AMBIGUIDADE;
➥ A prazo → LOCUÇÃO ADVERBIAL DE MODO COM BASE MASCULINA= NÃO DEVE HAVER CRASE; USAMOS SOMENTE A PREPOSIÇÃO "A".
➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
A questão versa sobre regra de crase e que completemos as lacunas com "a", "as", "à" ou "às".
Crase é a fusão de A + A, sendo que o primeiro é sempre a preposição, o segundo pode ser artigo definido "a" ou pronome "aquela, aquele, aquilo..."
Analisemos as assertivas:
Após vermos alguns conceitos iremos a resolução da questão. Inspecionemos:
Para as compras...
Não ocorre crase antes de outra preposição, pois sabemos que a preposição é a união da preposição a + a artigo, como já temos a preposição "para" não se coloca outra preposição a seguir.
...compras à vista
Ocorre a crase, pois em locuções adverbiais com a palavra núcleo sendo feminina iniciando com "a", ocorre a contração com o "a" artigo, porque "vista" no caso também é um substantivo e aceita o artigo definido ( A+ A= À). A expressão "a vista" é locução adverbial de modo, porque indica o modo como foi comprado...
...ou a prazo, o desconto é o mesmo
Não ocorre a crase, porque embora seja uma locução adverbial de modo, porque está indicando o modo que algo foi comprado, o seu núcleo tem como base um substantivo masculino "prazo".
A sequência correta é a seguinte: as - à - a
GABARITO: D
GABARITO: LETRA D
Tudo o que você precisa para acertar qualquer questão de CRASE:
I - CASOS PROIBIDOS: (são 15)
1→ Antes de palavra masculina
2→ Antes artigo indefinido (Um(ns)/Uma(s))
3→ Entre expressões c/ palavras repetidas
4→ Antes de verbos
5→ Prep. + Palavra plural
6→ Antes de numeral cardinal (*horas)
7→ Nome feminino completo
8→ Antes de Prep. (*Até)
9→ Em sujeito
10→ Obj. Direito
11→ Antes de Dona + Nome próprio (*posse/*figurado)
12→ Antes pronome pessoal
13→ Antes pronome de tratamento (*senhora/senhorita/própria/outra)
14→ Antes pronome indefinido
15→ Antes Pronome demonstrativo(*Aquele/aquela/aquilo)
II - CASOS ESPECIAIS: (são7)
1→ Casa/Terra/Distância – C/ especificador – Crase
2→ Antes de QUE e DE → qnd “A” = Aquela ou Palavra Feminina
3→ à qual/ às quais → Consequente → Prep. (a)
4→ Topônimos (gosto de/da_____)
a) Feminino – C/ crase
b) Neutro – S/ Crase
c) Neutro Especificado – C/ Crase
5→ Paralelismo
6→ Mudança de sentido (saiu a(`) francesa)
7→ Loc. Adverbiais de Instrumento (em geral c/ crase)
III – CASOS FACULTATIVOS (são 3):
1→ Pron. Possessivo Feminino Sing. + Ñ subentender/substituir palavra feminina
2→ Após Até
3→ Antes de nome feminino s/ especificador
IV – CASOS OBRIGATÓRIOS (são 5):
1→ Prep. “A” + Artigo “a”
2→ Prep. + Aquele/Aquela/Aquilo
3→ Loc. Adverbiais Feminina
4→ Antes de horas (pode está subentendida)
5→ A moda de / A maneira de (pode está subentendida)
FONTE: Português Descomplicado. Professora Flávia Rita
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