Mulher, 40 anos de idade, procura o serviço de emergência c...

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Q4237383 Medicina
Mulher, 40 anos de idade, procura o serviço de emergência com dor lombar há 3 dias e aumento da intensidade nas últimas 12h. No momento relata dor 10 em 10 e incapacidade de trabalhar. Relata múltiplos episódios prévios semelhantes em momentos de aumento da carga de trabalho. Tem obesidade (IMC de 41 kg/m2 ), insônia e tabagismo de 20 anos-maço. Faz uso de benzodiazepínico para dormir. Nega outras comorbidades. Ao exame físico, após analgesia, apresenta dor localizada na região lombar, com irradiação para o membro inferior direito, força motora e sensibilidade dos membros inferiores sem alterações. Qual das características apresentadas pela paciente representa fator de risco para cronificação do episódio de dor lombar? 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Maior intensidade de dor inicial e maior incapacidade funcional no episódio agudo são preditores consistentes de cronificação da lombalgia; aqui, a paciente tem dor 10/10 e incapacidade de trabalhar, o que sustenta a alternativa A.

Tema central: Cronificação da lombalgia aguda
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque descreve o fator prognóstico mais robusto entre os oferecidos: dor muito intensa no episódio agudo associada a limitação funcional importante. Esse conjunto tem valor preditivo de persistência da lombalgia e pior evolução, sendo classicamente reconhecido como marcador de risco para cronificação.
B
Errada
Obesidade pode se associar à ocorrência e à piora da lombalgia, mas, nesta formulação, não supera o valor prognóstico mais robusto da gravidade clínica inicial do episódio. O critério cobrado é cronificação do quadro atual, e não um fator geral de risco para lombalgia ou recorrência.
C
Errada
Tabagismo pode estar associado a lombalgia e a piores desfechos, porém aqui permanece como associação possível e não como o preditor clínico imediato mais forte. Em comparação com dor intensa com incapacidade funcional, tem menor valor prognóstico para cronificação do episódio agudo.
D
Errada
Insônia e uso de benzodiazepínico podem coexistir com quadros dolorosos e pior percepção da dor, mas não constituem, entre as opções dadas, o marcador prognóstico mais direto para cronificação da lombalgia aguda. Têm menor peso que a intensidade da dor e a limitação funcional.
Pegadinha da questão
A banca mistura fatores associados à lombalgia em geral, como obesidade, tabagismo e distúrbio do sono, com o marcador prognóstico imediato de cronificação do episódio atual, que é a gravidade funcional do quadro.
Dica para questões semelhantes
  • Em prognóstico de lombalgia aguda, priorize a gravidade clínica inicial do episódio, especialmente intensidade da dor e limitação funcional.
  • Diferencie fatores associados à lombalgia em geral de preditores de cronificação do quadro atual.
  • Não supervalorize comorbidades e hábitos de vida quando houver no enunciado um marcador funcional agudo mais robusto.
  • Irradiação sem déficit neurológico não muda o eixo da questão quando o foco é cronificação e não complicação compressiva.

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