Existem duas técnicas radiográficas periapicais básicas: a...
Gabarito comentado
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Tema central: técnicas radiográficas periapicais. Em odontologia, há duas técnicas básicas para imagens periapicais: paralelismo e bissetriz. Ambas visam representar o dente e os tecidos periapicais com fidelidade geométrica e mínima distorção, seguindo princípios de projeção (receptor bem posicionado e feixe central adequado).
Gabarito: C — Bissetriz.
Justificativa da alternativa correta: A técnica da bissetriz (ou bisecting-angle technique) posiciona o receptor próximo ao dente, formando um ângulo com o eixo longo dentário. O raio central é direcionado perpendicularmente à bissetriz do ângulo formado pelo eixo do dente e o receptor, seguindo a regra de Cieszynski. Vantagens: útil quando o paralelismo é inviável (palato raso, tori, pacientes pediátricos, reflexo de vômito). Limitações: maior risco de encurtamento/alongamento e distorção da imagem quando comparado ao paralelismo, reduzindo a acurácia dimensional. Referências clássicas: White & Pharoah, Oral Radiology; Iannucci & Howerton, Dental Radiography.
Estratégia para acertar em prova: ao ler “duas técnicas básicas periapicais”, associe imediatamente paralelismo e bissetriz. Termos que não pertencem à radiologia odontológica prática costumam ser “armadilhas”.
Análise das alternativas incorretas:
- Deep Tissue: técnica de massagem terapêutica, sem relação com posicionamento radiográfico periapical.
- Shiatsu: também é massagem (pressão digital), não é técnica de radiografia.
- Fourier: a Transformada de Fourier é ferramenta matemática aplicada ao processamento de imagens (p. ex., TC/CBCT), não denomina técnica periapical.
- Regressão: termo estatístico/modelagem, não corresponde a técnica de aquisição periapical.
Complemento útil ao estudo:
- Paralelismo: receptor paralelo ao eixo do dente; feixe perpendicular a ambos; requer suportes e maior distância foco-receptor; confere menor distorção e é preferível quando possível.
- Bissetriz: indicado quando a anatomia impede o paralelismo; porém tem menor precisão dimensional e maior chance de distorções.
Boas práticas e diretrizes: recomenda-se priorizar a técnica que minimize repetições e dose, alinhada ao princípio ALARA (ICRP 103) e às “European Guidelines on Radiation Protection in Dental Radiology” (EC RP No. 136). Na prática clínica e em provas, paralelismo é a técnica de escolha pela reprodutibilidade; a bissetriz permanece como alternativa válida em cenários anatômicos desafiadores (White & Pharoah; Iannucci & Howerton).
Dica final: identifique palavras-chave e desconfie de opções “fora da área” (massagens, estatística, matemática pura). Em radiologia periapical, as “duas básicas” são sempre paralelismo e bissetriz.
Resposta correta: C — Bissetriz.
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