A ortodontia considera como fatores etiológicos das malocl...

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Q3332356 Odontologia
A ortodontia considera como fatores etiológicos das maloclusões, os grupos de fatores genéticos e ambientas.
Como exemplo de fatores genéticos temos: 
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Tema central: Etiologia das maloclusões em dois grandes grupos: fatores genéticos (herdáveis, congênitos) e ambientais/funcionais (adquiridos). A ortodontia moderna adota um modelo multifatorial, em que o fenótipo oclusal resulta da interação gene–ambiente (Proffit, Contemporary Orthodontics; Graber, Orthodontics: Current Principles and Techniques).

Alternativa correta: A – Anomalias craniofaciais

São exemplos clássicos de fatores genéticos na gênese das maloclusões. Incluem fissuras labiopalatinas e craniossinostoses sindrômicas (Apert, Crouzon – mutações em FGFR2), além de padrões esqueléticos familiares (ex.: prognatismo mandibular). Mutações em genes como MSX1/PAX9 (associadas a agenesias e fissuras) e RUNX2 (disostose cleidocraniana) alteram o crescimento e a forma maxilomandibular, predispondo a mordida cruzada, Classe III, mordida aberta e apinhamento. Estudos familiares e em gêmeos sustentam alta herdabilidade de componentes esqueléticos (Proffit; Moyers, Handbook of Orthodontics).

Por que as demais estão incorretas?

B – Traumatismos: são fatores ambientais. Podem causar intrusão/extrusão, perda dentária, anquilose ou desvio de crescimento condilar, mas não são de origem genética.

C – Perda precoce de decíduos por cárie: ambiental. A cárie é doença infecciosa-comportamental; a perda de espaço leva a migração mesial e apinhamento, porém não decorre de herança genética.

D – Hábitos de sucção (digital/chupeta): ambientais/comportamentais. Quando persistentes, associam-se a mordida aberta anterior, protrusão de incisivos e constrição maxilar, mas não têm base genética.

E – Respiração bucal: funcional/ambiental. Decorre de obstrução de vias aéreas (hipertrofia adenoamigdalianas, rinite) ou hábito; relaciona-se a aumento da altura facial inferior e mordida cruzada posterior. Mesmo quando causada por doença otorrinolaringológica, permanece um fator ambiental, não genético.

Estratégia de prova: Se a opção descreve comportamento, doença adquirida ou função (sucção, trauma, cárie, respiração bucal), classifique como ambiental. Se remete a condição congênita/sindrômica ou padrão esquelético familiar, pense em genético.

Referências úteis: Proffit WR. Contemporary Orthodontics (6ª ed.); Graber LW. Orthodontics: Current Principles and Techniques (7ª ed.); Moyers RE. Handbook of Orthodontics. Revisões em herança de padrões craniofaciais corroboram a contribuição genética significativa.

Gabarito: A

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