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Q3332352 Odontologia
Para a esterilização de instrumentos odontológicos sensíveis ao calor, qual dos métodos de esterilização abaixo é o mais indicado: 
Alternativas

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Tema central: Esterilização de materiais sensíveis ao calor em Odontologia. Para itens críticos que não suportam altas temperaturas, usa-se métodos de baixa temperatura, preferencialmente esterilização química (gás ou soluções/tecnologias validadas).

Alternativa correta: E – Esterilização química

Justificativa: Instrumentos que deformam ou degradam com calor (plásticos específicos, borrachas, componentes óticos) devem ser processados por esterilização química de baixa temperatura, como óxido de etileno (ETO), plasma de peróxido de hidrogênio, vapor-peróxido ou ácido peracético em sistemas validados. Esses métodos alcançam esterilidade sem expor o material a 121–180°C. Diretrizes do CDC (Guideline for Disinfection and Sterilization in Healthcare Facilities, 2019) e da ANVISA (RDC 15/2012 – CME) recomendam baixa temperatura para materiais termossensíveis. Observação: glutaraldeído 2% é considerado desinfetante de alto nível; sua “esterilização” por imersão prolongada é pouco utilizada por toxicidade, dificuldade de validação e enxágue estéril obrigatório.

Estratégia de prova: Identifique o termo-chave “sensíveis ao calor”. Isso exclui imediatamente métodos por calor (úmido ou seco) e direciona para baixa temperatura/esterilização química. É uma pegadinha comum, pois a autoclave é o “padrão-ouro” para materiais termorresistentes, mas não para termossensíveis.

Análise das alternativas incorretas

A – Autoclave (calor úmido sob pressão): Excelente para materiais termorresistentes (peças de mão compatíveis, instrumentais metálicos). Contudo opera a 121–134°C, danificando termossensíveis. CDC e ANVISA contraindicam para esses materiais.

B – Calor úmido: É a mesma base da autoclave. Embora eficaz e rápido, envolve temperaturas elevadas, inviabilizando o processamento de plásticos/borrachas sensíveis.

C – Calor seco: Requer 160–180°C por tempo prolongado. Penetração menor e maior agressão térmica. É o método menos apropriado para termossensíveis.

D – Estufa de Pasteur (calor seco): É o forno de calor seco tradicional. Compartilha as mesmas limitações do item C; portanto, inadequado para materiais que não toleram calor.

Aplicação prática em Odontologia: Para itens críticos termossensíveis, preferir ETO, plasma de H₂O₂ ou ácido peracético em sistemas validados e com rastreabilidade. Quando não houver viabilidade, considerar materiais autoclaváveis ou de uso único, conforme recomendações do CDC/ANVISA.

Resumo para memorizar:Sensível ao calorbaixa temperaturaesterilização química (ETO, plasma H₂O₂, ácido peracético).”

Referências: CDC (2019) Guideline for Disinfection and Sterilization in Healthcare Facilities; ANVISA RDC 15/2012 (CME); OMS – Decontamination and reprocessing of medical devices for health-care facilities.

Gabarito: E – Esterilização química

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