No almoço da turma de 2 anos, uma criança recusa a ajuda da...

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Q4321792 Pedagogia
No almoço da turma de 2 anos, uma criança recusa a ajuda da monitora, toma a colher da mão dela e passa a comer sozinha. Parte do arroz cai na mesa e no chão, e a refeição avança devagar. O horário previsto para o repouso se aproxima e outras duas crianças da mesma mesa já terminaram. Nesse contexto, a conduta do monitor coerente com a formação de hábitos alimentares saudáveis é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Por volta dos dois anos, a criança pode experimentar alimentar-se sozinha, recebendo ajuda quando necessária. Como ela toma a colher e recusa ajuda, o horário e os derramamentos não justificam retomar o controle adulto; esse critério favorece D.

Tema central: Autonomia progressiva na alimentação
Análise das alternativas
A
Errada
A alternância de colheradas é proposta para adequar a refeição ao horário do repouso, apesar da recusa de ajuda. O apoio deve responder à necessidade da criança, e não substituir seu ritmo pelo ritmo institucional. O erro não é ajudar com a colher em qualquer situação, mas impor essa intervenção nas condições descritas.
B
Errada
Estabelece uma quantidade que a criança deve consumir integralmente, contrariando o respeito às suas necessidades alimentares e a orientação de não forçar o consumo. O erro decisivo é a obrigação de terminar a porção, não simplesmente servi-la de uma vez.
C
Errada
Condiciona a autonomia ao controle motor já consolidado e retira a oportunidade de praticar. O critério é o inverso: a independência se constrói mediante oportunidades de experimentar, com acompanhamento adulto; os derramamentos não justificam, por si só, retomar a colher.
D
Certa
D aplica o critério de autonomia acompanhada: o adulto oferece apoio conforme a necessidade, sem assumir antecipadamente o controle da alimentação. As pequenas porções permitem uma oferta gradual, com possibilidade de oferecer mais se a criança pedir; não significam limitar o total disponível nem exigir que termine o prato.
Pegadinha da questão
A criança recusa a ajuda, não o alimento. A lentidão e a proximidade do repouso tornam A aparentemente conciliadora, mas sua intervenção é orientada pelo horário, e não pela necessidade de apoio da criança.
Dica para questões semelhantes
  • Diante da iniciativa de comer sozinha, preserve a participação da criança e ajuste a ajuda à necessidade efetiva.
  • Não trate o domínio motor completo como requisito anterior à prática: a autonomia se desenvolve com oportunidades acompanhadas.
  • Diferencie oferta de alimento de exigência de consumo: pequenas porções podem ser complementadas, sem obrigação de terminar o prato.
  • Não use derramamentos ou a proximidade de outra atividade, isoladamente, como justificativa para substituir a iniciativa infantil pelo controle adulto.

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