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Q1845901 Medicina
     Um paciente foi admitido no pronto-socorro, com quadro de dor em hipocôndrio direito, associada a náuseas, a vômitos e à febre não aferida. Ao exame físico, identificou-se sinal de Murphy positivo. Exame ultrassonográfico de abdome evidenciou vesícula biliar com paredes espessadas e cálculo de 8 mm em seu interior, sem dilatações de vias intra ou extra-hepáticas.
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta quanto à colecistite aguda. 
Alternativas

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Tema central: A questão aborda colecistite aguda, uma condição clínica caracterizada por inflamação aguda da vesícula biliar, frequentemente desencadeada por obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar (colelitíase). O conhecimento sobre fisiopatologia, diagnóstico e conduta é fundamental em concursos de Medicina Clínica.

Justificativa da alternativa correta (B):

“Está relacionada à presença de cálculos biliares em mais de 90% dos casos.”

De acordo com as Diretrizes de Tóquio (TG18) e o Manual MSD, cerca de 90-95% das colecistites agudas têm como causa a impactação de cálculo no ducto cístico, resultando em inflamação pela estase e infecção secundária. Assim, essa alternativa condensa um dos pilares fisiopatológicos da doença, o que é frequentemente enfatizado em provas e protocolos clínicos.

Análise das alternativas incorretas:

A) O espessamento da parede da vesícula é achado comum na ultrassonografia, mas não é patognomônico, pois pode ocorrer em outras condições (hepatite, insuficiência cardíaca, hipoalbuminemia). Segundo o PCDT do Ministério da Saúde e TG18, é “achado sugestivo, mas não exclusivo”.

C) A icterícia pode sugerir coledocolitíase, porém não é indicativa exclusiva. Outras causas podem estar associadas à icterícia em colecistite aguda, como hepatitis associada ou compressão ductal sem cálculo.

D) Apesar de útil em casos duvidosos, a ultrassonografia é o exame inicial e de maior sensibilidade na prática clínica (“A US abdominal é o exame de escolha”, TG18, Seção Diagnóstico). A tomografia é reservada para casos complexos ou complicados, mas não é padrão inicial.

E) A colecistectomia laparoscópica é o tratamento de escolha para colecistite aguda, inclusive nas primeiras 24-48h em pacientes de baixo risco cirúrgico, segundo o MSD e diretrizes cirúrgicas. Sua contraindicação é restrita a situações de instabilidade hemodinâmica ou contraindicação anestésica.

Dicas para provas: Atenção a termos como “patognomônico” ou “exclusivamente indicativo”. Em questões clínicas, busque sempre o padrão epidemiológico/Mais frequente, pois é uma das “pegadinhas” comuns. A leitura atenta do enunciado e a busca por dados epidemiológicos relevantes auxiliam a eliminar alternativas fantasiosas.

Resumo: Colecistite aguda quase sempre está vinculada à colelitíase, diagnósticos baseados em clínica + imagem (USG) e tratamento preferencialmente cirúrgico laparoscópico.

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A colecistite aguda é definida como inflamação aguda da vesícula biliar. Geralmente ocorre como complicação de um cálculo biliar, embora possa ocorrer sem presença de colelitíase. Os fatores de risco para colecistite são semelhantes aos da colelitíase, como sexo feminino, idade, muitas gestações prévias e obesidade.

A colecistite aguda é definida pela presença de dor em quadrante superior direito de abdome ,febre e leucocitose associadas a inflamação da vesícula biliar. Cerca de 5 a10% dos casos ocorrem sem cálculo biliar, o que é denominado de colecistiteacalculose.

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