As normas de concordância verbal estão plenamente observadas...
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O ponto que decide a questão é o comando "As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:", que exige verificar, em cada alternativa, se o verbo concorda corretamente com seu sujeito nas estruturas apresentadas. Aplicando esse critério, só a alternativa D mantém a concordância regular, porque o verbo de ligação "é" concorda com o sujeito singular "A vaidade"; nas demais, há erro com "haver" impessoal, com a construção de "caber", com a voz passiva sintética e com a locução "ser" + adjetivo + infinitivo.
- Em "haver" com sentido de existir, mantenha o verbo no singular, mesmo com termo plural na oração.
- Na voz passiva sintética com "se", localize o sujeito paciente e faça o verbo concordar com ele.
- Em construções com "caber", verifique se o sujeito é uma oração; nesse caso, não deixe o complemento indireto puxar o verbo para o plural.
- Em verbo de ligação, a concordância se faz com o sujeito, não com elemento plural do predicativo.
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RESPECTIVOS ERROS:
De todas as vaidades que haveriam entre nós, a pior é a que se afirma sem razão de ser.
- HAVER NO SENTIDO DE EXISTIR --> É IMPESSOAL ( FICA NO SINGULAR)
Não cabem às pessoas vaidosas buscarem se afirmar apenas pelo que se julgam ser.
- CABE*
Distinga-se, para a caracterização da vaidade, as razões que estariam na base desse sentimento.
- DISTINGAM-SE*
A vaidade que a todos nos assalta é dos sentimentos o que mais nos aflige.
- CORRETA A CONCORDÂNCIA
Entre os clássicos tipos de vaidade seriam preciso distinguir os mais comprometedores.
- DISTINGUIREM*
GABARITO D
A alternativa correta é a D.
Esta é uma questão clássica de concordância verbal que exige atenção aos sujeitos e às regras de verbos impessoais e estruturas passivas. Vamos analisar cada alternativa:
- A) Errada. O erro está no verbo haver. Quando o verbo "haver" tem sentido de "existir", ele é impessoal e deve ficar obrigatoriamente no singular.
- B) Errada. O erro está na concordância do verbo caber. O sujeito da oração é "buscarem se afirmar" (oração subordinada substantiva subjetiva). Quando o sujeito é uma oração, o verbo principal deve ficar no singular.
- C) Errada. Aqui temos a partícula apassivadora "se". O sujeito da oração é "as razões", que está no plural. Portanto, o verbo deve concordar com o sujeito passivo.
- D) CORRETA. Nesta frase, todos os elementos concordam perfeitamente:
- "A vaidade... assalta" (concorda com vaidade).
- "A vaidade... é dos sentimentos" (concorda com vaidade).
- "...o que mais nos aflige" (o termo "o que" retoma "o sentimento", singular).
- E) Errada. O erro está na expressão de medida/necessidade. Quando o verbo "ser" faz parte de expressões como "é preciso", "é necessário", e não há artigo definindo o substantivo, ele fica no singular. Além disso, "seria" concorda com o ato de distinguir.
Verbo / ExpressãoRegra de OuroExemplo do TextoHaver (existir)Sempre Singular."Haveria vaidades"Verbo + SEConcorda com o objeto que vira sujeito."Distingam-se razões"Sujeito OracionalVerbo sempre no Singular."Cabe [fazer algo]"É precisoInvariável (salvo se houver artigo)."Seria preciso"
D
Se o sujeito for um verbo no infinitivo ou uma oração inteira, o verbo principal costuma ficar no singular.
A alternativa correta é a D.
Vamos analisar uma por uma, corrigindo as que estão erradas e identificando exatamente o motivo do erro.
A) ❌
De todas as vaidades que haveriam entre nós, a pior é a que se afirma sem razão de ser.
O problema está em “haveriam”.
O verbo haver, no sentido de existir, é impessoal. Portanto, fica sempre na 3ª pessoa do singular.
Além disso, aqui temos uma locução verbal: haveriam não é exatamente uma locução, mas forma simples do verbo haver.
❌ haveriam
✅ haveria
Correção:
De todas as vaidades que haveria entre nós, a pior é a que se afirma sem razão de ser.
Compare:
- Havia muitas pessoas.
- Haveria muitas pessoas.
- Há muitas pessoas.
Nunca: haviam muitas pessoas, haveriam muitas pessoas.
B) ❌
Não cabem às pessoas vaidosas buscarem se afirmar apenas pelo que se julgam ser.
Aqui temos um caso clássico de verbo “caber” + oração reduzida de infinitivo.
O sujeito de “cabem” é:
“buscarem se afirmar...”
Essa oração tem valor de sujeito e, portanto, o verbo caber deve concordar com ela no singular:
Não cabe às pessoas vaidosas buscar...
A expressão “às pessoas vaidosas” não é sujeito; é complemento indireto de caber.
Além disso, há outro problema em:
“pelo que se julgam ser”
O pronome se está inadequado. A ideia é que as pessoas se julgam aquilo que são. A construção adequada é:
pelo que julgam ser.
Correção:
Não cabe às pessoas vaidosas buscar se afirmar apenas pelo que julgam ser.
Pegadinha:
Não cabe às pessoas vaidosas...
“às pessoas vaidosas” = objeto indireto.
buscar se afirmar...
= sujeito oracional de cabe.
C) ❌
Distinga-se, para a caracterização da vaidade, as razões que estariam na base desse sentimento.
Aqui temos voz passiva sintética:
Distinga-se as razões...
O se é pronome apassivador.
Logo, “as razões” é sujeito paciente e o verbo precisa concordar com ele.
❌ Distinga-se as razões
✅ Distingam-se as razões
Correção:
Distingam-se, para a caracterização da vaidade, as razões que estariam na base desse sentimento.
Como perceber?
Transforme para a voz passiva analítica:
As razões sejam distinguidas para a caracterização da vaidade.
Portanto:
Distingam-se as razões.
Essa é uma pegadinha muito frequente em provas: pronome apassivador → verbo concorda com o sujeito paciente.
D) ✅ CORRETA
A vaidade que a todos nos assalta é dos sentimentos o que mais nos aflige.
Aqui a concordância está correta.
O núcleo do sujeito é:
A vaidade
Por isso:
A vaidade ... é ...
E temos:
o que mais nos aflige
O “o” funciona como pronome demonstrativo, retomando a ideia de “aquilo que”.
A estrutura pode ser entendida assim:
A vaidade é aquilo que mais nos aflige entre os sentimentos.
Portanto, não há erro de concordância verbal.
✅ Gabarito: D
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