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No contexto em que se encontra, o segmento que acabamos não ...

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Q4156544 Português
Atenção: Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Em um contexto como o que estamos vivendo, em que se valorizam tanto os fins e os objetivos, e em que se propala tanto o "foco na meta", temos perdido o sentido e o valor do meio do caminho. Estamos sendo tão condicionados a focar nas metas (que, aliás, na maior parte das vezes nem são efetivamente nossas, mas impostas) que acabamos não valorizando o caminho. Cada vez mais, o caminho tem se reduzido a mero intervalo de tempo e espaço entre o começo e o fim; entre a definição da meta e seu cumprimento. Com isso, a existência humana vem empobrecendo e se reduzindo a um simples mecanismo de "desempenho", de "obtenção" de metas, que, uma vez atingidas, são substituídas por outras, em uma dinâmica insaciável e frustrante. Esse "apagamento" do meio, do caminho, da via, apresenta-se, a meu ver, como uma das causas mais importantes do desastroso processo de desumanização que estamos sofrendo, pois a desvalorização do caminho corresponde, em última análise, à desvalorização da experiência. E como é possível a realização da nossa humanização sem a realização da experiência da vida?

    Sem metas, não é possível a nossa autorrealização enquanto seres humanos; porém, sema experiência do caminho tal realização se torna incompleta, vazia e, portanto, falsa. Daí a importância de aprendermos as lições sobre o saber viver o caminho; sobre o saber viver as experiências que encontramos na via da vida, e nos tornarmos mais humanos com elas e por causa delas.


(Adaptado de: GALLIAN, Dante. É próprio do humano: uma odisseia do autoconhecimento e da autorrealização em 12 lições. Rio de Janeiro: Record, 2022, edição digital) 
No contexto em que se encontra, o segmento que acabamos não valorizando o caminho (1° parágrafo) expressa ideia de
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: “Estamos sendo tão condicionados a focar nas metas (...) que acabamos não valorizando o caminho.” A correlação “tão ... que” tem valor consecutivo no próprio texto: o segundo segmento expressa o efeito do grau de condicionamento indicado no primeiro, o que define a alternativa B.

Tema central: oração consecutiva
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Não há relação concessiva entre os segmentos. Concessão exigiria contraste do tipo “embora”, “ainda que”, “mesmo que”. Aqui, o período não opõe duas ideias; ele apresenta um resultado decorrente do que foi dito antes.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o segmento destacado integra a estrutura correlativa “tão ... que”, que, nesse contexto, exprime resultado. O texto afirma que estamos “tão condicionados a focar nas metas” que, como efeito disso, “acabamos não valorizando o caminho”. Portanto, o trecho perguntado não indica motivo nem objetivo, mas a consequência do condicionamento excessivo.
C
Errada
Incorreta. O trecho destacado não apresenta a causa do fato anterior; apresenta o que decorre dele. A causa está em “Estamos sendo tão condicionados a focar nas metas”, enquanto “que acabamos não valorizando o caminho” exprime o efeito desse condicionamento.
D
Errada
Incorreta. Não há relação proporcional no período. Proporção envolveria variação paralela, em estruturas como “à medida que” ou “quanto mais... mais/menos”. Aqui, “tão” não introduz proporção; ele participa da construção consecutiva “tão ... que”.
E
Errada
Incorreta. O segmento não indica finalidade. Não se trata de objetivo do condicionamento, mas de efeito produzido por ele. Também não há marcas de sentido final, como “para”, “a fim de” ou equivalentes.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: ler apenas o “que” sem considerar sua correlação com “tão” e inverter causa e consequência pela ordem do período.
Dica para questões semelhantes
  • Quando aparecer “tão ... que”, verifique primeiro se o segundo segmento funciona como efeito do primeiro.
  • Não classifique o valor do “que” isoladamente; observe a estrutura correlativa em que ele está inserido.
  • Separe causa e efeito dentro do período: aqui, o condicionamento é o dado anterior, e a desvalorização do caminho é o resultado.
  • Não confunda intensidade com proporção: “tão” pode marcar grau intensificado que leva a consequência, não variação paralela.

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Comentários

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Bizu batido pra quem não sabe! Depois do "T-zão" vem a consequência. Observem... Estamos sendo tão (T-zão) condicionados a focar nas metas (que, aliás, na maior parte das vezes nem são efetivamente nossas, mas impostas) que acabamos não valorizando o caminho (consequência).

GAB: B

O fato de... fez com que...

Depois do Tzão ,esquece.

Depois do Tzão ,esquece.

essa do tzao é nova pra mim

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