No segundo parágrafo, analisa-se a forma de vaidade cuja man...

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Q3883916 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Sobre as vaidades


    A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.

    Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se sentir como um deus.

    Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.

    Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.


(Leodegário Corsi, a editar)
No segundo parágrafo, analisa-se a forma de vaidade cuja manifestação
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O comando restringe a leitura ao segundo parágrafo, em que a vaidade é definida por sua origem no sentimento de superioridade: "Há aquela que um individuo alimenta por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior." Assim, a alternativa correta é a que se ajusta a essa ideia, sem recorrer ao terceiro parágrafo.

Tema central: vaidade por superioridade
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra por extrapolação. O segundo parágrafo não diz que a vaidade se torna odiosa porque alguém nega aos outros o direito ao mesmo amor-próprio. O texto afirma que essa vaidade é odiosa porque a pessoa "se impõe apenas por ser quem é", mas não formula a ideia de "direito ao mesmo amor-próprio".
B
Errada
A alternativa se apoia em trecho real do parágrafo, mas desloca o foco decisivo. O texto diz que a pessoa está "dispensando qualquer razão", porém isso aparece como consequência da postura vaidosa. O núcleo definidor pedido no comando é anterior: a vaidade existe porque o indivíduo "se sentir melhor do que os outros". Por isso, B é menos fiel ao centro da descrição do que D.
C
Errada
A alternativa introduz elementos que o texto não traz e ainda contraria o sentido do parágrafo. Não há menção a hierarquia social, e tampouco a "justo motivo de vaidade". Ao contrário, o trecho mostra uma vaidade sem base objetiva, sustentada "pelo simples fato de ser quem é".
D
Certa
A alternativa D está correta porque parafraseia de modo compatível a ideia central do segundo parágrafo: a vaidade ali descrita nasce da sensação íntima de superioridade da pessoa vaidosa. O texto diz que ela se alimenta por a pessoa "se sentir melhor do que os outros" e por parecer "ter nascido como um ser superior"; D mantém esse sentido, embora não o reproduza literalmente.
E
Errada
A alternativa descreve outra forma de vaidade, localizada no terceiro parágrafo: a de quem se orgulha por realizações e empreendimentos. O comando manda observar o segundo parágrafo, que trata da vaidade fundada no ser, não no fazer.
Pegadinha da questão
A banca contrapõe duas vaidades no texto e explora duas confusões reais: levar para a resposta a vaidade do terceiro parágrafo, baseada em realizações, ou escolher a alternativa B por reproduzir uma consequência do trecho, e não seu núcleo definidor.
Dica para questões semelhantes
  • Se o comando delimita um parágrafo, restrinja a resposta a esse trecho e não use informações de outras partes do texto.
  • Diferencie o que define a ideia central do que aparece apenas como consequência ou avaliação dela.
  • Elimine alternativas que pareçam plausíveis, mas acrescentem noções não formuladas no texto, como causas sociais ou juízos éticos ampliados.

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 Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior.

A alternativa correta é a D.

Para resolver essa questão, precisamos focar exclusivamente no que o segundo parágrafo diz sobre o primeiro tipo de vaidade descrito pelo autor.

O texto afirma que esse primeiro tipo de vaidade:

  1. É alimentado por alguém que se sente "melhor do que os outros".
  2. É a vaidade de quem parece ter "nascido como um ser superior".
  3. A pessoa justifica a vaidade pelo "simples fato de ser quem é".
  4. Ela "dispensa qualquer razão" (motivo externo ou ação) para se sentir assim.

A alternativa D sintetiza perfeitamente o texto: a vaidade mencionada não nasce de uma obra ou de um mérito conquistado, mas "tão somente da sensação íntima" (subjetiva) de que a pessoa é superior aos demais apenas por existir.

  • A: O texto diz que ela é odiosa porque a pessoa se impõe "apenas por ser quem é", e não especificamente sobre o "direito ao amor-próprio" dos outros.
  • B: Cuidado com a "pegadinha"! O texto diz que a pessoa dispensa qualquer razão (lógica/fato) para se sentir superior, mas a alternativa B diz que ela se dispensa de justificar a superioridade. No texto, ela "justifica" sim, mas a justificativa é vazia: "sou quem sou".
  • C: O texto não menciona hierarquia social (dinheiro, títulos ou cargos), mas sim uma sensação de "nascido como um ser superior" (algo nato/pessoal). Além disso, o autor não considera esse motivo "justo".
  • E: O orgulho de empreendimentos (realizações) é o tema do terceiro parágrafo, e não do segundo.

D

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