Os distúrbios hipertensivos são a principal causa de morbi...

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Q3795567 Enfermagem
Os distúrbios hipertensivos são a principal causa de morbimortalidade materna e perinatal no Brasil. Dentre eles, a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, consideradas evitáveis, têm o maior impacto na morbidade e na mortalidade. Sobre a recomendação de profilaxia de pré-eclâmpsia, assinale a alternativa correta: 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: FEBRASGO, Protocolos FEBRASGO nº 73/2021, Pré-eclâmpsia/eclâmpsia, item Prevenção da pré-eclâmpsia: “No que diz respeito ao uso de AAS, esse deve ser recomendado na dose de 100 a 150 mg ao dia para pacientes identificadas como de risco, de acordo com as orientações descritas anteriormente sobre a predição da pré-eclâmpsia. AAS deve ser administrado o mais precocemente possível e durante a noite. Assim, parece razoável iniciar em torno de 12 semanas, ainda que não exista nenhum risco associado, caso seja iniciado antes disso. Embora possa ser mantido até o final da gestação, sua suspensão após a 36ª semana parece uma conduta racional, pois permite a renovação de plaquetas com plena capacidade funcional para as demandas do parto. [...] durante a gestação, todas as mulheres devem ser orientadas a ter uma dieta rica em cálcio; para aquelas com risco para pré-eclâmpsia e/ou dieta pobre em cálcio, recomenda-se suplementação de 1 a 2 g ao dia.” O gabarito é a letra E porque é a única que se harmoniza com esse núcleo técnico oficial quanto ao uso do AAS e não contraria a orientação sobre cálcio.

Tema central: Profilaxia da pré-eclâmpsia
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. A base oficial não recomenda suplementação medicamentosa de cálcio para todas as gestantes. O texto decisivo distingue duas situações: para todas, orientação de dieta rica em cálcio; suplementação de 1 a 2 g/dia apenas para gestantes com risco para pré-eclâmpsia e/ou dieta pobre em cálcio. Portanto, a universalização da suplementação torna a alternativa incompatível com a orientação oficial.
B
Errada
Incorreta. A alternativa afirma existir recomendação nacional de rastreamento baseado em marcadores clínicos de risco como política padronizada. A base expressamente informa que isso não se extrai do material oficial consultado. O erro está em transformar possibilidade técnica de rastreamento em recomendação nacional obrigatória sem fundamento na base.
C
Errada
Incorreta. O critério numérico está errado. A base registra que o parâmetro técnico dominante atualmente adotado é 1 fator de alto risco ou 2 fatores moderados, e não 1 fator alto ou 3 moderados. Logo, a alternativa contraria o requisito de elegibilidade para profilaxia.
D
Errada
Incorreta. A alternativa coincide com a base quanto à dose de 100 mg, ao uso noturno e ao início na 12ª semana, mas erra no ponto eliminatório do critério de indicação, porque exige 1 fator de risco alto ou 3 fatores moderados. Pela base, o critério técnico dominante é 1 fator alto ou 2 moderados. O equívoco está apenas na elegibilidade para profilaxia.
E
Certa
A alternativa E é a correta porque coincide com a orientação técnico-assistencial oficial sobre profilaxia da pré-eclâmpsia: o AAS deve ser administrado o mais precocemente possível e durante a noite, com início em torno de 12 semanas, e sua suspensão após a 36ª semana é tratada como conduta racional no protocolo citado. Assim, entre as opções, é a que melhor traduz o comando preventivo aplicável ao caso.
Pegadinha da questão
A banca misturou afirmações parcialmente corretas com um erro decisivo: em D, a dose, o horário e o início do AAS estão ajustados, mas o critério de indicação está errado; em A, trocou orientação dietética universal por suplementação universal de cálcio.
Dica para questões semelhantes
  • Separe orientação universal de conduta seletiva: para cálcio, a base distingue dieta rica em cálcio para todas e suplementação apenas para risco de pré-eclâmpsia e/ou baixa ingestão.
  • No AAS profilático, confira quatro pontos em conjunto: quem deve usar, quando iniciar, horário de uso e até quando há benefício ou suspensão no fim da gestação.
  • Se a alternativa falar em recomendação nacional obrigatória de rastreamento, confirme se isso realmente consta da base oficial; não presuma política nacional a partir de mera possibilidade técnica.

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Comentários

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Questão passível de recurso, pois as principais literaturas trazem que o AAS deve ser interrompido com 36 semanas de gestação, e não a partir de 38 semanas.

B) O rastreamento baseado em fatores clínicos de risco (história obstétrica, comorbidades, características maternas) é o método recomendado em nível nacional, pois não exige tecnologia complexa nem pessoal especializado, sendo viável na atenção primária.

E) O AAS deve ser iniciado preferencialmente entre 12 e 16 semanas, podendo haver benefício até 20 semanas, porém a suspensão não é recomendada rotineiramente apenas às 38 semanas (em geral ocorre entre 36–37 semanas ou conforme avaliação clínica).

38 semanas é mto tarde p interromper o aas

O uso de AAS em baixas doses é recomendado para gestantes de alto risco para pré-eclâmpsia por reduzir em 17 % a incidência de PE.

REDOMENDAÇÕES DE USO: pode ser utilizada para gestantes com 01 ou mais fatores de riscos altos e/ou possuir dois ou mais fatores de riscos moderados

DOSE RECOMENDADA: 60-150 mg uma vez ao dia, preferencialmente a noite

INICIO: entre 12-28 semanas de gestação, sendo recomendado descontinuar até 36 semanas

FONTE:

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