Vacinar é a melhor forma de proteger a criança contra doen...

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Q3795563 Enfermagem
Vacinar é a melhor forma de proteger a criança contra doenças graves. O Calendário Nacional de Vacinação orienta quais vacinas são necessárias em cada idade. Para alguns casos, o calendário do Ministério da Saúde traz recomendações específicas. Assinale a alternativa correta:  
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Ministério da Saúde, Nota Técnica nº 108/2025-CGICI/DPNI/SVSA/MS, item 3.1, em conformidade com o PNI e a Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2025: “Que recém-nascidos de mães HBsAg positivas recebam, além da vacina, dose de imunoglobulina específica anti-hepatite B (IGHAHB), aplicada em sítio anatômico distinto, idealmente nas primeiras 12 horas de vida, admitindo-se excepcionalmente o prazo de até 7 dias;”.

Tema central: Calendário vacinal especial
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta por violar a exceção etária expressa para BCG em pessoa portadora de HIV. A base normativa registra: Ministério da Saúde, Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2024, tópico BCG: “Criança que chega ao serviço de saúde, não vacinada, deverá receber a vacina BCG se assintomática e sem sinais de imunodepressão. A partir dos 5 (cinco) anos de idade, pessoas portadoras de HIV não devem ser vacinadas, mesmo que assintomáticas e sem sinais de imunodeficiência.” Logo, a assertiva erra ao estender a possibilidade até 6 anos, 11 meses e 29 dias.
B
Certa
A alternativa B coincide com a orientação normativa vigente do Ministério da Saúde para profilaxia do recém-nascido filho de mãe HBsAg positiva: administração da vacina hepatite B associada à imunoglobulina específica anti-hepatite B, em sítios anatômicos distintos, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida, admitindo-se excepcionalmente a aplicação da imunoglobulina até 7 dias. Esse é o requisito técnico-normativo decisivo da questão.
C
Errada
Está incorreta porque inverte a regra etária e também erra o intervalo. A base normativa estabelece, no Ministério da Saúde, Instrução Normativa que instrui o Calendário Nacional de Vacinação 2025, Quadro 5: “Menores de 2 anos de idade Não se recomenda administrar simultaneamente as vacinas. Observar o intervalo de 30 dias entre as doses (mínimo de 15 dias, excepcionalmente*) [...] A partir de 2 anos de idade e adultos em qualquer idade As vacinas podem ser administradas simultaneamente, ou observar o intervalo de 30 dias entre as doses (mínimo de 15 dias, excepcionalmente*)”. Portanto, a partir de 2 anos a simultaneidade é permitida, e o intervalo correto não é 60 dias com mínimo de 30 dias.
D
Errada
Está incorreta na parte final. A base normativa admite dT a partir de 7 anos, mas não autoriza reinício do esquema por incompletude. Consta na Instrução Normativa que instrui o Calendário Nacional de Vacinação 2025, tópico vacina adsorvida difteria e tétano adulto – dT: “A partir de 7 anos de idade. [...] o Pessoas a partir de 7 anos de idade sem esquema básico completo contra difteria e tétano (3 doses de vacina contendo os componentes toxoide diftérico e tetânico): recomenda-se iniciar ou completar as 3 doses com a dT, conforme situação vacinal, com intervalo de 60 dias entre as doses (mínimo de 30 dias em situações especiais).” Assim, o correto é iniciar ou completar conforme a situação vacinal, e não reiniciar.
E
Errada
Está incorreta porque afirma simultaneidade independentemente da idade, o que contraria a regra dos menores de 2 anos. Segundo a Instrução Normativa que instrui o Calendário Nacional de Vacinação 2025, Quadro 5, em menores de 2 anos “Não se recomenda administrar simultaneamente as vacinas”. Logo, a simultaneidade entre febre amarela e SCR/SCRV não é livre em qualquer faixa etária.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre regras por faixa etária: para febre amarela com SCR/SCRV, menores de 2 anos têm restrição à simultaneidade, mas a partir de 2 anos ela é permitida; além disso, tentou induzir erro com a ideia de reinício do esquema de dT e com a ampliação indevida da BCG em HIV até quase 7 anos.
Dica para questões semelhantes
  • Em situações especiais de hepatite B no recém-nascido de mãe HBsAg positiva, confira sempre o conjunto obrigatório: vacina + imunoglobulina específica, em sítios distintos, idealmente nas primeiras 12 horas, com excepcionalidade de até 7 dias para a imunoglobulina.
  • Nas questões sobre febre amarela com SCR/SCRV, primeiro identifique a faixa etária: menor de 2 anos segue regra diversa da aplicada a partir de 2 anos.
  • Em atualização vacinal com dT, esquema incompleto não se reinicia; a regra da base é iniciar ou completar conforme a situação vacinal encontrada.

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Comentários

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A) HIV + maior de cinco anos não se deve vacinar

B - gabarito

C - a partir dos dois anos podem ser administradas simultaneamento ou observadas o intervalo de no mínimo 15 e máx 30 entre as doses.

D - Adm a cada 10 anos do esquema completo

E - não podem ser administradas simultaneamente em menores de dois anos de idade.

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