O quadro clínico, típico de uma Síndrome Gripal, pode variar...

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Q4071196 Saúde Pública
O quadro clínico, típico de uma Síndrome Gripal, pode variar seus sintomas desde uma apresentação leve e assintomática, principalmente em jovens adultos e crianças, até uma apresentação grave, incluindo choque séptico e falência respiratória. Considerando a existência de fase de transmissão comunitária da COVID-19, é imprescindível que os serviços de APS/ESF (Atenção Primária à Saúde/Estratégia Saúde da Família) trabalhem com abordagem sindrômica do problema.
Sobre essa temática, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O enunciado situa a decisão no manejo sindrômico da síndrome gripal pela APS/ESF. O critério decisivo é identificar qual alternativa corresponde à orientação expressa de prioridade assistencial do protocolo de referência, o que leva à alternativa C.

Tema central: Prioridades e responsabilidades da APS
Análise das alternativas
A
Errada
O manejo depende da estratificação da gravidade. Portanto, afirmar que a conduta é sempre a mesma elimina justamente o critério que orienta o atendimento.
B
Errada
O protocolo prevê teleatendimento para identificação, manejo e acompanhamento de suspeitos de síndrome gripal. A negativa generalizada contraria essa estratégia prevista; isso não significa, por outro lado, que o protocolo comprove o preparo efetivo de todas as equipes.
C
Certa
A alternativa C aplica o critério de prioridade assistencial estabelecido pelo Ministério da Saúde/SAPS no Protocolo de manejo clínico do coronavírus na APS, versão 8, seção 3. A enumeração não precisa incluir todos os grupos prioritários para estar correta: o protocolo também contempla idosos, mas C não afirma que apenas os três grupos citados têm prioridade. A fundamentação corresponde ao protocolo histórico utilizado como referência, sem pressupor sua vigência integral atual.
D
Errada
A APS/ESF tem papel resolutivo nos casos leves e de identificação precoce dos casos graves. Classificá-la como coadjuvante reduz indevidamente a responsabilidade que o protocolo lhe atribui.
E
Errada
A alternativa inverte a sequência assistencial: o fluxo prevê estabilização inicial na APS e, em seguida, encaminhamento ao serviço de referência ou de urgência/emergência. O destino indicado não corrige o erro de transferir a estabilização inicial para esse serviço; estabilizar inicialmente também não significa resolver completamente o quadro antes da transferência.
Pegadinha da questão
C apresenta uma lista não exaustiva de prioridades: a ausência de idosos não a torna incorreta. Já E indica um destino adequado, mas erra ao colocar o encaminhamento antes da estabilização inicial na APS.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se a lista de grupos prioritários é apresentada como exclusiva antes de considerar uma omissão como erro.
  • No manejo da síndrome gripal, confronte a conduta proposta com a gravidade do caso e com o papel resolutivo da APS nos casos leves.
  • Nos casos graves, confira a ordem do fluxo: estabilização inicial na APS seguida de encaminhamento.
  • Diferencie a previsão de teleatendimento no protocolo da comprovação de preparo efetivo de todas as equipes.

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