“O sistema tem sido alvo de críticas, pois muitos o conside...
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Ano: 2026
Banca:
IDECAN
Órgão:
SEAD-PI
Prova:
IDECAN - 2026 - SEAD-PI - Agente Superior de Serviços - Agente Socioeducativo |
Q4419121
Português
Texto associado
Halden, a utopia
Uma cadeia que impressionaria estrangeiros é a de Halden, no sul da Noruega, perto da fronteira com a Suécia.
Em 2014, uma TV finlandesa levou o ex-diretor de prisões de Nova York, James Conway, a uma visita a Halden.
“Não acho que seja possível ser mais progressista e liberal, a não ser que entreguem as chaves da prisão aos presos”, foi sua
avaliação após conhecer o lugar.
O programa de TV mostra a oficina onde os presos trabalham, cheia de serras e de objetos metálicos, além de facas afiadas
que ficam na cozinha.
“Não é preciso mais fazer um bolo para levar esses objetos para uma prisão”, brinca Conway.
No estúdio musical - onde há guitarras, teclados e uma bateria -, o funcionário americano se pergunta se não é um pouco “além
do limite” oferecer todas essas comodidades aos condenados.
"Isso é a utopia das prisões. É a melhor prisão que possa imaginar, caso seja um detento, claro”, acrescentou.
Mesmo que seja uma prisão de segurança máxima, rodeada por um muro, Halden está longe de ser um presídio convencional.
E a maioria dos prisioneiros noruegueses vivem, ao menos no começo de suas condenações, em instalações que a maioria
reconheceria como cadeias: espaços com grades nas janelas em que os prisioneiros passam a maior parte do dia fechados em
celas.
Reabilitação
“A maioria dos presos começa a cumprir suas penas em prisões de alta segurança”, explicou Jan-Erik Sandlie, subdiretor do
sistema prisional da Noruega.
“Logo se considera uma transferência a uma prisão de menor segurança, com a ideia de criar uma transição gradual da prisão
à liberdade”, acrescentou.
E até o final da sentença os presos também podem ser transferidos a casas de adaptação, que permitem uma existência mais
parecida com a vida normal. Nesta fase os detentos podem ter algumas “concessões”, como viagens para casa.
“Queremos que todos os presos tenham a maior preparação possível para uma vida comum quando sejam colocados em
liberdade”, disse Tom Eberhardt, da prisão de Bastoey.
Críticas
O sistema tem sido alvo de críticas, pois muitos o consideram demasiadamente brando. Mas é difícil argumentar que não
funcione.
Quando os presos deixam a cadeia, a maioria se mantém fora das grades. A taxa de reincidência criminal na Noruega é de 20%,
a mais baixa do mundo.
Em outros países, como o Reino Unido, chega a 46%, e nos EUA, 76% das pessoas que deixam a prisão voltam nos cinco anos
seguintes.
Há ainda a economia que significa não ter tantas pessoas em cadeias.
“Autoridades dos EUA e do Reino Unido talvez deveriam se perguntar o que aconteceu com milhões de dólares e de libras
esterlinas que gastaram trancando gente atrás de todas essas cercas e muros”, afirmou Eberhardt.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160317_prisoes_noruega_tg.
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“O sistema tem sido alvo de críticas, pois muitos o
consideram demasiadamente brando.”
Nesse contexto, a palavra brando desempenha função sintática de:
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