O terapeuta ocupacional, ao receber um paciente cujo diagnó...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: A - fatores de depressão persistente - mau humor.
1. Tema central:
A questão aborda a atuação do terapeuta ocupacional frente ao paciente diagnosticado com Distimia, um transtorno depressivo persistente. É fundamental compreender os sintomas e impactos funcionais da distimia para planejar intervenções terapêuticas eficazes em saúde mental.
2. Resumo teórico:
A Distimia caracteriza-se por um humor deprimido crônico que persiste por pelo menos dois anos, com sintomas menos intensos que a depressão maior, mas mais duradouros. Os pacientes geralmente apresentam mal humor, baixa autoestima, fadiga, distúrbios do sono e alterações no apetite, o que compromete suas atividades cotidianas e relações sociais.
Segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e a literatura clínica em saúde mental, o foco do tratamento é melhorar o humor, a qualidade de vida e a participação social (BRASIL. Ministério da Saúde, 2013).
3. Justificativa da alternativa correta:
A alternativa A está correta pois a meta principal do terapeuta ocupacional é minimizar fatores ligados à depressão persistente e mau humor, sintomas centrais da distimia. O trabalho foca em promover autonomia, engajamento em atividades prazerosas, socialização e manejo emocional.
4. Análise das alternativas incorretas:
- B - fatores de risco cardiológico: Não são sintomas ou foco principal da distimia. O risco cardíaco não é diretamente abordado pelo terapeuta ocupacional nesse contexto.
- C - fatores de deficiência na motivação alimentar: Embora alterações de apetite possam ocorrer, não é o fator central no diagnóstico e intervenção da distimia.
- D - fatores de exclusão social: Embora a exclusão social possa ser consequência, o foco primário da intervenção é o humor deprimido e persistente.
- E - fatores de presença demencial: Distimia não é caracterizada por sintomas demenciais. Alterações cognitivas graves não fazem parte do quadro principal.
5. Estratégias de interpretação:
Procure sempre identificar o foco do diagnóstico e os sintomas centrais descritos em manuais reconhecidos. Desconfie de alternativas que desviam do quadro principal, incluindo sintomas ou riscos de outras patologias. O conhecimento clínico básico sobre os principais transtornos mentais é essencial para evitar pegadinhas.
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