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Q3510839 Técnicas em Laboratório
Com relação a técnica de imunohistoquímica (IHQ), assinale a alternativa correta quanto à sua aplicação e princípio.
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Tema central: Técnica de imunohistoquímica (IHQ) — método para detectar e localizar proteínas (antígenos) em cortes histológicos por meio da ligação anticorpo–antígeno, revelada por enzimas (ex.: HRP/DAB) ou fluorocromos.

Alternativa correta: E — A IHQ é baseada na ligação específica de anticorpos a antígenos presentes nos tecidos, permitindo localização e, muitas vezes, quantificação semi-quantitativa (ex.: “H-score”, % de células positivas). Pode ser feita por método direto (anticorpo primário marcado) ou indireto (secundário marcado), com visualização por cromógenos (DAB) ou fluorescência. Esse é o princípio aceito em patologia diagnóstica e pesquisa (Bancroft & Gamble; WHO Classification of Tumours; UpToDate).

Estratégia para a prova: diferencie IHQ (proteínas em tecido) de ISH/FISH (ácidos nucleicos), sequenciamento (NGS/Sanger) e ensaios de viabilidade celular (cultura, MTT, flow). Palavras-chave como “hibridização” geralmente apontam para ácidos nucleicos.

Análise das incorretas:

A — Descreve hibridização in situ (ISH/FISH), que detecta ácidos nucleicos com sondas, não proteínas com anticorpos. Portanto, não é IHQ.

B — Embora a IHQ use anticorpos marcados com enzimas/fluoróforos, ela não “sequencia” proteínas. Sequenciamento é técnica molecular; a IHQ detecta/loca­liza proteínas e avalia expressão.

C — “Detectar alterações genômicas diretamente” é tarefa de FISH/ISH ou NGS. A IHQ pode inferir alterações (p.ex., perda de MMR sugere MSI; IDH1 R132H), mas não identifica mutações de forma direta.

D — Fala em células viáveis em cultura e quantificação de proliferação; isso se aplica a ensaios de cultura ou citometria de fluxo. A IHQ é realizada em tecidos fixados (ex.: FFPE) e pode marcar proliferação (Ki-67) em cortes, não em cultura viável por padrão.

Aplicações práticas: tipagem tumoral (CK, vimentina, S100, CD), marcadores preditivos (ER/PR/HER2; PD-L1), infecções (CMV, HSV). Diretrizes CAP/ASCO recomendam controle de pré-analítica (fixação em formol 10% tamponado, tempo adequado) e validação de anticorpos.

Pegadinhas: “hibridização” costuma indicar ISH; “sequenciar” não é objetivo da IHQ; “células viáveis em cultura” não descreve IHQ. Foque em “anticorpo–antígeno em tecido”.

Referências: Bancroft & Gamble, Theory and Practice of Histological Techniques; WHO Classification of Tumours (5ª ed.); UpToDate – Principles of immunohistochemistry; CAP/ASCO Guidelines para ER/PR/HER2.

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