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Q1069735 Medicina
Uma senhora de 76 anos de idade, portadora de diabetes, hipertensão arterial e cardiopatia e com antecedente de infarto agudo do miocárdio há três anos, fez uma ultrassonografia de rotina que mostrou um pólipo de 4 mm na vesícula biliar. Encontra‐se assintomática, mas com um risco cirúrgico ASA 3.
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para a paciente.
Alternativas

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Tema central: O caso aborda pólipo de vesícula biliar pequeno e assintomático em paciente idosa com múltiplas comorbidades e alto risco cirúrgico. O ponto crucial é decidir entre acompanhamento ou indicação cirúrgica, com base em diretrizes e risco de malignidade.

Justificativa da alternativa correta (A): Para pólipos menores que 10 mm, sobretudo menores que 5 mm (como o de 4 mm aqui descrito), as diretrizes internacionais (EASL, MSD Manuals) orientam a observação clínica e repetição da ultrassonografia após 6 a 12 meses. Segundo a EASL: “Parece razoável não seguir pólipos assintomáticos <5 mm, detetados incidentalmente.” Já o MSD Manual destaca: “Pólipos <10 mm devem ser submetidos à vigilância ecográfica a cada 6 a 12 meses, considerando fatores de risco.”

Fatores determinantes: A paciente é assintomática e tem ASA 3 (risco cirúrgico elevado), reforçando a escolha pela conduta expectante em vez de cirurgia imediata. Políticos dessa faixa (<4 mm) carregam risco muito baixo de malignização, tornando qualquer intervenção precoce desnecessária e até arriscada.

Análise das alternativas incorretas:

B) Colecistectomia videolaparoscópica: Reservada para pólipos ≥10 mm, sintomáticos ou com fatores de risco para câncer (idade >60 anos é fator, mas o tamanho do pólipo e o alto risco cirúrgico prevalecem). A cirurgia nessa paciente seria excesso de zelo e perigosa.

C) Colecistectomia aberta: Mesmo racional da anterior, porém, ainda menos indicada pela invasividade, reservada para casos excepcionais de contraindicação à abordagem laparoscópica, não presentes aqui.

D) Colecistostomia: Não é conduta para pólipo, e sim para quadros de colecistite complicada em pacientes graves (principalmente para drenagem de urgência). Totalmente inadequada neste cenário.

E) Retirada do pólipo por endoscopia: Técnica inaplicável para pólipos de vesícula; não existe evidência ou protocolo vigente sugerindo essa abordagem.

Pontos de atenção na leitura: A tentação de operar idosos com pólipo pode induzir ao erro – avalie sempre tamanho, sintomas e risco operatório. Pegadinhas comuns envolvem induzir à cirurgia precoce em pólipos pequenos, ou confundir critérios indicativos de malignidade.

Resumo prático para concursos: Pacientes com pólipo de vesícula <10 mm, assintomáticos e alto risco cirúrgico: acompanhar com ultrassonografia repetida! Reserve cirurgia para pólipos ≥10 mm, crescimento rápido, sintomas ou fatores de alto risco.

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Comentários

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A melhor conduta para a paciente descrita na questão é a observação clínica e a repetição da ultrassonografia em seis meses. Essa escolha leva em consideração o risco cirúrgico da paciente, que é alto devido às comorbidades apresentadas, e o fato de que o pólipo é pequeno e a paciente está assintomática. A colecistectomia (remoção da vesícula biliar) é uma opção, mas deve ser considerada com cautela devido ao risco cirúrgico. A retirada do pólipo por endoscopia é uma opção para pólipos menores, mas não é indicada nesse caso. A colecistostomia (introdução de um tubo na vesícula biliar) não é indicada para a remoção de pólipos.

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