Uma senhora de 76 anos de idade, portadora de di...
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para a paciente.
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Tema central: O caso aborda pólipo de vesícula biliar pequeno e assintomático em paciente idosa com múltiplas comorbidades e alto risco cirúrgico. O ponto crucial é decidir entre acompanhamento ou indicação cirúrgica, com base em diretrizes e risco de malignidade.
Justificativa da alternativa correta (A): Para pólipos menores que 10 mm, sobretudo menores que 5 mm (como o de 4 mm aqui descrito), as diretrizes internacionais (EASL, MSD Manuals) orientam a observação clínica e repetição da ultrassonografia após 6 a 12 meses. Segundo a EASL: “Parece razoável não seguir pólipos assintomáticos <5 mm, detetados incidentalmente.” Já o MSD Manual destaca: “Pólipos <10 mm devem ser submetidos à vigilância ecográfica a cada 6 a 12 meses, considerando fatores de risco.”
Fatores determinantes: A paciente é assintomática e tem ASA 3 (risco cirúrgico elevado), reforçando a escolha pela conduta expectante em vez de cirurgia imediata. Políticos dessa faixa (<4 mm) carregam risco muito baixo de malignização, tornando qualquer intervenção precoce desnecessária e até arriscada.
Análise das alternativas incorretas:
B) Colecistectomia videolaparoscópica: Reservada para pólipos ≥10 mm, sintomáticos ou com fatores de risco para câncer (idade >60 anos é fator, mas o tamanho do pólipo e o alto risco cirúrgico prevalecem). A cirurgia nessa paciente seria excesso de zelo e perigosa.
C) Colecistectomia aberta: Mesmo racional da anterior, porém, ainda menos indicada pela invasividade, reservada para casos excepcionais de contraindicação à abordagem laparoscópica, não presentes aqui.
D) Colecistostomia: Não é conduta para pólipo, e sim para quadros de colecistite complicada em pacientes graves (principalmente para drenagem de urgência). Totalmente inadequada neste cenário.
E) Retirada do pólipo por endoscopia: Técnica inaplicável para pólipos de vesícula; não existe evidência ou protocolo vigente sugerindo essa abordagem.
Pontos de atenção na leitura: A tentação de operar idosos com pólipo pode induzir ao erro – avalie sempre tamanho, sintomas e risco operatório. Pegadinhas comuns envolvem induzir à cirurgia precoce em pólipos pequenos, ou confundir critérios indicativos de malignidade.
Resumo prático para concursos: Pacientes com pólipo de vesícula <10 mm, assintomáticos e alto risco cirúrgico: acompanhar com ultrassonografia repetida! Reserve cirurgia para pólipos ≥10 mm, crescimento rápido, sintomas ou fatores de alto risco.
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