Sendo a linguagem verbal uma das formas de expressão mais ef...
“– Bom dia, classe!! Tudo bem?? Hoje vamos fazer as lembrancinhas para o dia das mães! – Sim, professora!!! Fazerei tudo com muita dedicação, vai ficar lindo!”
Após a leitura, assinale a afirmativa correta.
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Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda variação linguística e aquisição da linguagem, enfocando os processos de formação verbal e o comportamento linguístico típico de crianças em fase de aprendizado.
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B está correta, pois identifica como idiossincrásico o comportamento da criança ao criar “fazerei”. Idiossincrasia, nesse contexto, refere-se a um uso linguístico pessoal e não conforme às regras. Durante a aquisição da linguagem, é comum que crianças apliquem regras dos verbos regulares a verbos irregulares, formando “fazerei” por analogia com formas corretas como “cantarei” ou “brincarei”. Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), a conjugação padrão do verbo “fazer” no futuro do presente do indicativo é “eu farei”.
Alternativas incorretas:
A – Incorreta. A norma padrão deve realmente ser referência na escola, mas erros na linguagem infantil não devem ser vistos como inadequação ou merecer reprovação; são naturais no processo de aprendizagem (função orientadora do professor).
C – Incorreta. Não se deve “manter” o equívoco, mas também não forçar uma “correção formal” imediata; a adequação ocorre gradativamente, acompanhando o amadurecimento linguístico.
D – Incorreta. A comunicação não depende estritamente da norma padrão. O enunciado mostra plena compreensão entre professora e aluna, mesmo com a forma verbal inadequada – o princípio da eficácia comunicativa foi atendido.
Pontos de atenção e estratégias para provas:
- Palavras como “idiossincrático”, “adequadamente” e “necessário” merecem atenção: indicam avaliação normativa ou descritiva sobre o uso linguístico.
- Observe se o foco da questão é registro linguístico (uso efetivo da língua) ou norma culta (regras tradicionais); muitas vezes, a alternativa correta valoriza a natureza dinâmica da linguagem, sobretudo no ambiente escolar.
Conclusão:
Reconhecer a fase de experimentação linguística é essencial ao papel docente! O dom da comunicação vai além da mera aplicação de regras; compreender o processo ajuda na abordagem pedagógica adequada, de acordo com gramáticas e manuais oficiais.
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Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
A - A variedade padrão é a que, adequadamente, deve ser utilizada em ambiente escolar; devendo tal ocorrência ser considerada como inadequada e reprovada. ERRADO
Sim, está inadequado, mas como se trata de uma criança, acredito que deva ser levado em consideração o fato de estar em desenvolvimento vocabular ainda.
B - A criança teve um comportamento idiossincrásico; a partir de seus conhecimentos, compreendeu que o futuro seria formado acrescentando sempre ei- ao infinitivo.
Idiossincrasia é uma característica de comportamento peculiar de um indivíduo ou de determinado grupo, neste caso, de crianças.
C - Apesar da conjugação do verbo “fazer” não estar de acordo com a norma padrão, tal forma verbal deve ser mantida até que a criança alcance os anos iniciais do ensino fundamental. ERRADO
É indicado orientá-la sobre o erro em qualquer etapa do ensino.
D - Para que a comunicação seja plenamente estabelecida entre os interlocutores da situação comunicacional evidenciada, é necessário que seja apresentada a forma verbal de acordo com a norma padrão. Errado
Por mais que a formação do verbo esteja errada, a sua comunicação pode ser entendida, ou seja, mesmo estando errado a professora conseguiu compreender o que a criança quis dizer
Marquei a letra B por exclusão mas com o cú na mão, porque não sabia o que era idiossincrásico!
As demais não tinham tanto sentido pelo fato de ser um diálogo entre uma professora e uma criança em aprendizagem na educação INFANTIL.
"Fazerei" é muito bonitinho. Mas antes de ter um filho, devo passar no concurso. Foco.
A alternativa B afirma: “A criança teve um comportamento idiossincrásico; a partir de seus conhecimentos, compreendeu que o futuro seria formado acrescentando sempre ei- ao infinitivo.”
Vamos dividir isso em partes:
- Comportamento idiossincrásico: Isso significa que a criança tem uma maneira única de entender e usar a língua, que é específica para ela. Todos nós temos nossas próprias idiossincrasias na maneira como falamos e escrevemos, que são influenciadas por uma variedade de fatores, incluindo nosso ambiente, experiências e compreensão pessoal.
- A partir de seus conhecimentos, compreendeu que o futuro seria formado acrescentando sempre ei- ao infinitivo: Isso sugere que a criança, com base em sua compreensão da língua, formou a ideia de que o tempo futuro de um verbo pode ser formado adicionando “ei-” ao infinitivo do verbo. Por exemplo, ela usou “fazerei” em vez de “farei”. Embora isso não esteja de acordo com a norma padrão da língua portuguesa, ainda é compreensível.
É importante lembrar que a linguagem é um sistema complexo e as crianças estão constantemente aprendendo e experimentando à medida que desenvolvem suas habilidades linguísticas. Erros como esse são uma parte normal do processo de aprendizagem. À medida que a criança cresce e é exposta a mais exemplos de uso correto da língua, ela começará a usar as formas verbais corretas.
Acertei, mas utilizando método de "exclusão preventivo objetivo", atendendo única exclusivamente ao texto e o pensamento do seu autor.
O fato é que sou absolutamente contra o, "em nome das melhores intenções", "preservar as crianças da realidade, verdade, dores, fatos e do que é certo"; isso lembra a história do passeio de Sidarta Gautama fora dos muros de seu palácio, quando retiraram todos os aspectos do que era real e, por conseguinte, desagradável do caminho estabelecido (morte, dor, doença, pobreza, violência, mal etc.). Ou seja, deve-se corrigir apontando a forma correta desde sempre.
O que gera frustração, dor, revolta e erro é desconhecimento e o consequente despreparo que este trás consigo. A humanidade precisa evoluir e deixar os mitos, contos de fadas e boas mentiras no passado.
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