Uma paciente de 43 anos de idade queixa‐se de dor em hi...
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para a paciente.
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Tema central: Esta questão aborda o manejo cirúrgico de paciente com colelitíase sintomática e complicação obstrutiva. A paciente apresenta sintomas biliares típicos (dor em hipocôndrio direito, icterícia, acolia) e achados ultrassonográficos indicativos de cálculo vesicular e dilatação de vias biliares intra-hepáticas, sem dilatação do colédoco.
Interpretação do caso clínico: A dor recorrente no hipocôndrio direito, icterícia progressiva e acolia são manifestações clássicas de obstrução ao fluxo biliar. A ultrassonografia evidencia cálculo de tamanho significativo (2,8 cm) na vesícula, vias biliares intra-hepáticas dilatadas (sinalizando obstrução proximal) e colédoco de calibre preservado.
Alternativa correta – A) Colecistectomia aberta com possível derivação biliodigestiva:
Esta conduta é preferida em situações complexas, como a descrita, pois uma abordagem aberta oferece melhor acesso ao trato biliar e possibilita realizar derivações biliodigestivas, necessárias em casos de obstrução mais proximal. Segundo o Protocolo Clínico e de Regulação para Icterícia no Adulto e no Idoso, paciente ictérico sem febre pode apresentar obstrução biliar de mecanismo não infeccioso, principalmente quando há dilatação intra-hepática e cálculo volumoso (Cenário IV).
Análise das alternativas incorretas:
B) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE): Indicada para coledocolitíase (cálculo no colédoco). Como o colédoco está com calibre normal, a presença de cálculo ali é improvável. Não está indicada.
C) Colecistostomia: Procedimento reservado para pacientes de alto risco cirúrgico (muito graves ou instáveis), o que não é o caso.
D) Uso de ácido ursodeoxicólico: Não indicado em situações sintomáticas, nem quando há complicação biliar, além de ser pouco eficaz para cálculos de maior tamanho.
E) Colecistectomia videolaparoscópica: Embora seja o padrão-ouro para colelitíase, em casos complexos ou com suspeita de complicação biliar, a abordagem aberta é preferível para controle completo do trato biliar.
Resumo da conduta: O tratamento definitivo e seguro frente ao risco de obstrução biliar alta é a cirurgia aberta, possibilitando a realização de procedimentos adicionais se necessário, conforme indicam as diretrizes do Ministério da Saúde e literatura como Sabiston – Tratado de Cirurgia.
Estratégia para provas: Atenção para sinais de alarme (icterícia, acolia, dilatação intra-hepática) e associações anatômicas para indicar a abordagem cirúrgica apropriada frente ao quadro clínico e possibilidade de complicação.
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