Um paciente de 28 anos de idade chegou ao pront...
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para o paciente.
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Tema central: Esta questão aborda a avaliação e manejo inicial de ferimentos penetrantes no pescoço, mais especificamente na Zona II, em paciente hemodinamicamente estável. Entender a anatomia cervical, a divisão das zonas e as indicações dos exames de imagem é fundamental para a abordagem cirúrgica correta.
Justificativa da alternativa correta (A): O ferimento ultrapassou o platisma e localiza-se na Zona II (área entre cartilagem cricoide e ângulo da mandíbula), região rica em estruturas vasculares e aerodigestivas. Atualmente, pacientes estáveis e sem sinais de lesão vascular ou aerodigestiva (hard signs) devem, segundo as principais diretrizes cirúrgicas (UpToDate, ATLS, Sabiston), ser submetidos a uma avaliação por angiotomografia de tórax e pescoço. Esse exame é rápido, amplamente disponível, de alta sensibilidade e especificidade para detecção de lesões traqueais, esofágicas e vasculares, direcionando a conduta (Sabiston, 21ª ed., cap. 15). Assim, A) é a alternativa correta.
Análise das alternativas incorretas:
B) Radiografia de tórax: É útil para traumas torácicos, mas não identifica lesões de partes moles ou vasculares no pescoço. Serve como triagem, mas jamais é suficiente para descartar lesão cervical em trauma penetrante.
C) Ressonância magnética de pescoço: É impraticável na urgência pelo tempo prolongado e limitações técnicas, além de fornecer menos informações que a angiotomografia para trauma.
D) Cervicotomia anterolateral direita: Só está indicada na presença de sinais clínicos claros de lesão vascular/aerodigestiva grave (instabilidade, sangramento ativo, enfisema subcutâneo progressivo, hematoma expansivo), o que não ocorre neste caso.
E) Exploração digital do ferimento: Não recomendada — pode introduzir infecção ou piorar lesões não identificadas. Avaliação invasiva sem suporte diagnóstico é conduta ultrapassada (ATLS, 10ª edição).
Dica de prova: Fique atento: ferimentos que atravessam o platisma em paciente estável requerem imagens detalhadas antes de qualquer abordagem cirúrgica invasiva. Evite a pressa em indicar cirurgia aberta ou condutas manuais sem diagnóstico claro!
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