Em um município de médio porte, a Vigilância Epidemiológica...

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Q3915945 Saúde Pública

Em um município de médio porte, a Vigilância Epidemiológica observou, ao longo de quatro semanas consecutivas, aumento expressivo de notificações de síndrome febril aguda em dois microterritórios específicos. Os dados consolidados indicam:



• elevação de 52% nas notificações de casos suspeitos de dengue;


• atraso médio de 7 dias entre a identificação do caso suspeito em visita domiciliar e o registro no sistema oficial;


• maior concentração de casos em áreas com índice de infestação predial elevado e alta circulação populacional;


• subnotificação de casos prováveis identificados em campo, especialmente em situações nas quais o morador não buscou imediatamente atendimento na unidade de saúde.



Qual é, nessa conjuntura, a conduta mais adequada para qualificar o processo de notificação e subsidiar o controle oportuno do agravo? 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O decisivo era o atraso no registro e a subnotificação de casos suspeitos identificados em campo, o que exige notificação imediata do caso suspeito para viabilizar resposta oportuna.

Tema central: notificação oportuna da dengue
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque condiciona a notificação à confirmação laboratorial. Na vigilância da dengue, o caso suspeito deve ser notificado de forma oportuna; esperar confirmação reduz a oportunidade da resposta e agrava a subnotificação.
B
Errada
Está errada porque deixa a notificação sob responsabilidade exclusiva das unidades assistenciais. Isso não resolve o atraso nem a subnotificação de casos identificados em campo, que exigem comunicação imediata e articulação com a vigilância.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque, diante de aumento de casos suspeitos, atraso no registro e subnotificação em campo, a resposta adequada é qualificar o fluxo de informação com registro tempestivo dos suspeitos, comunicação imediata à equipe de saúde e articulação entre vigilância epidemiológica e atenção primária. Esse procedimento é o que permite desencadear controle oportuno do agravo.
D
Errada
Está errada porque prioriza o controle vetorial como motivo para postergar a notificação. Embora o controle seja relevante, ele não substitui a notificação nem justifica adiá-la.
E
Errada
Está errada porque restringe o registro a casos graves ou hospitalizados. Isso contraria a função da vigilância de captar precocemente casos suspeitos e prováveis para orientar a resposta.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar a notificação como dependente de confirmação laboratorial, exclusiva das unidades assistenciais ou secundária ao controle vetorial, quando o ponto correto era a notificação imediata do caso suspeito com integração entre vigilância e atenção.
Dica para questões semelhantes
  • Em cenários com atraso e subnotificação, a medida correta tende a reforçar o registro imediato do caso suspeito.
  • Quando o enunciado menciona casos identificados em campo, a notificação não pode ficar restrita às unidades assistenciais.
  • Controle vetorial e notificação devem ocorrer de forma articulada, sem adiamento do registro.
  • Restringir o registro a casos graves ou hospitalizados costuma contrariar a lógica da vigilância epidemiológica.

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