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Q3331688 Veterinária
Sobre a utilização de embriões para o diagnóstico pré-implantativo (DPI), é INCORRETO afirmar que:
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Tema central: Diagnóstico Pré-Implantacional (DPI/PGT) em reprodução assistida, que consiste em analisar geneticamente embriões in vitro antes da transferência para receptoras, com foco em detectar doenças monogênicas, aneuploidias, rearranjos cromossômicos e, quando aplicável, o sexo embrionário.

Gabarito (INCORRETA): D — Afirmar que “no DPI não se consegue verificar anomalias genéticas e/ou cromossômicas” é falso. O DPI existe justamente para identificar alterações genéticas: PGT-M (doenças monogênicas), PGT-SR (rearranjos estruturais) e PGT-A (aneuploidias). As técnicas incluem PCR/RT-qPCR para genes específicos, FISH, array-CGH e NGS, com biópsia de blastômeros (clivagem) ou do trofectoderma (blastocisto). Diretrizes ESHRE e ASRM reconhecem essas aplicações como prática consolidada.

Análise das demais alternativas (Corretas):

A. Descreve corretamente o DPI como análise genética de células de embriões em estágios iniciais in vitro, antes da transferência. Está de acordo com definições padronizadas (ESHRE/ASRM; IETS para espécies domésticas).

B. No protocolo convencional, é necessária a retirada de uma ou mais células para análise (biópsia embrionária). Embora existam estudos de métodos não invasivos (DNA livre no meio), ainda não substituem o padrão ouro em larga escala. Portanto, a afirmação está adequada ao uso clínico rotineiro.

C. É possível determinar o sexo embrionário via análise cromossômica/genes específicos (ex.: SRY), antes da transferência. Em humanos há restrições éticas/legais para seleção não médica, mas técnica e rotineiramente (inclusive em veterinária, p.ex. bovinos) isso é viável. Logo, a assertiva é verdadeira do ponto de vista técnico.

E. A avaliação morfológica e de viabilidade (grau, expansão/blastocisto, massa celular interna e trofectoderma) é etapa do fluxo do DPI para escolher embriões que tolerem a biópsia e tenham bom prognóstico. Embora não garanta 100% de sobrevivência pós-biópsia, faz parte do processo decisório pré-biópsia conforme boas práticas (ESHRE).

Como acertar na prova: Desconfie de negativas absolutas como “não se consegue verificar”: isso contraria a própria definição do DPI. Palavras-chave que sinalizam veracidade: “análise genética antes da transferência”, “biópsia de células”, “sexagem embrionária”, “seleção morfológica”.

Referências úteis (para estudo): ESHRE PGT Consortium Good Practice Recommendations (2020–2022); ASRM Practice Committee on PGT (2023/2024); International Embryo Technology Society (IETS) Manual; Arthur’s Veterinary Reproduction and Obstetrics.

Resposta final: Alternativa D.

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