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Q1069726 Medicina
Um paciente de 22 anos de idade foi levado ao pronto‐socorro por ter sido vítima de atropelamento, encontrando‐se à admissão com vias aéreas pérvias e colar cervical, murmúrio vesicular abolido em hemitórax direito e presente em hemitórax esquerdo, pulso de 120 bpm, pressão arterial de 70 x 50 mmHg, com pupilas anisocóricas (direita maior que esquerda), e Glasgow igual a 11.
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a primeira conduta a ser realizada.
Alternativas

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Tema central: O caso aborda o atendimento inicial ao trauma torácico no contexto do suporte avançado de vida em trauma (ATLS), enfocando o manejo de situações potencialmente fatais no ambiente do pronto-socorro.

Justificativa da Alternativa Correta (D – Drenagem de hemitórax direito):

O paciente apresenta sinais clássicos de pneumotórax hipertensivo: ausência de murmúrio vesicular em hemitórax direito, taquicardia, hipotensão (choque), trauma torácico e rebaixamento do nível de consciência. O diagnóstico é clínico e o tratamento não deve esperar confirmação radiológica. A drenagem torácica imediata é a medida definitiva — a descompressão pode ser feita inicialmente por punção, mas a drenagem é um passo obrigatório na sequência do ATLS.

O ATLS, 10ª edição, afirma: "O diagnóstico de pneumotórax hipertensivo é clínico e resultado do acúmulo de ar sob pressão no espaço pleural. O tratamento não deve ser adiado à espera de confirmação radiológica." (p. 86-87).

Análise das Alternativas Incorretas:

A) Intubação orotraqueal: Embora a via aérea deva ser sempre avaliada, neste contexto a principal ameaça à vida está relacionada à ventilação e perfusão — não à via aérea em si. Intubar sem aliviar o pneumotórax pode até piorar o quadro, precipitando parada cardíaca.

B) Infusão de cristaloides endovenosa: Pacientes instáveis podem receber volume, mas antes de tudo é preciso corrigir a causa do choque (no caso, a compressão do pulmão e mediastino). A expansão volêmica, isoladamente, não reverterá o quadro.

C) Tomografia computadorizada de crânio: Apesar da lesão neurológica ser relevante (anisocoria e baixo Glasgow), apenas após o paciente estar hemodinamicamente estável se indica exame de imagem em trauma.

E) Monitorização cardíaca e sondagem vesical: Medidas importantes, porém secundárias. Não resolvem a causa imediata do choque e de insuficiência respiratória ameaçadora.

Dicas para provas: Observe sinais de choque + ausculta torácica unilateral em trauma: priorize sempre causas torácicas tratáveis rapidamente! Nunca espere exame de imagem quando há suspeita de pneumotórax hipertensivo.

Obras de referência: ATLS (10ª ed.), Sabiston Cirurgia, UpToDate.

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Comentários

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Nesse caso hipotético, a primeira conduta a ser realizada é a drenagem de hemitórax direito, pois a ausência de murmúrio vesicular em um dos pulmões sugere um provável pneumotórax ou hemotórax, o que pode comprometer a respiração do paciente. Além disso, a pressão arterial baixa e o pulso elevado indicam que o paciente encontra-se em choque hipovolêmico, possivelmente devido à perda de sangue no hemitórax direito. Portanto, a drenagem de hemitórax é uma emergência médica que deve ser realizada imediatamente para evitar complicações graves, como parada cardiorrespiratória e morte.

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