Assinale a alternativa correta quanto à classificação da as...
Gabarito comentado
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Tema central: Trata-se da classificação da asma quanto à gravidade, elemento essencial para o manejo clínico correto. O II Consenso Brasileiro de Asma baliza esta divisão e orienta condutas diferenciadas em cada estágio do quadro.
Justificativa da alternativa correta (D): Na asma persistente leve, os sintomas surgem mais de duas vezes por semana, porém não todos os dias, e as exacerbações são consideradas infrequentes. Em algumas dessas crises, pode ser necessário realizar curso breve de corticosteroides sistêmicos, respeitando o que guia o II Consenso: “Na asma persistente leve, as crises são infrequentes e algumas requerem curso de corticoides.” A caracterização correta da gravidade é fundamental para escalation terapêutico e monitoramento.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. Diz que os sintomas são diários na asma intermitente. No entanto, pelo Consenso, na asma intermitente, sintomas não são diários, limitando-se a até duas vezes por semana. Sintomas diários já indicam pelo menos asma persistente moderada.
B) Incorreta. Sintomas noturnos, mesmo excluindo casos graves, não são comuns na asma intermitente. Pela classificação, despertares noturnos podem ocorrer até duas vezes ao mês nesse quadro, não sendo frequentes.
C) Equivocada. A asma persistente grave exige frequentemente o uso de broncodilatadores diversas vezes ao dia; a menção de “menos ou igual a duas vezes/semana” caracteriza quadro leve/intermitente.
E) Incorreta. Ocorre uma inversão: limitação de atividades, faltas escolares e sintomas ao menor esforço pertencem ao espectro da asma moderada/grave, e não à asma intermitente, que não prejudica as atividades do paciente.
Estrategicamente, em questões sobre asma, fique atento ao padrão de frequência dos sintomas (diários ou não), ao impacto nas atividades e à associação com utilização de corticosteroides. Pegadinhas geralmente envolvem troca entre persistente leve e intermitente, e o uso equivocado dos eventos noturnos ou limitação funcional.
Referência: II Consenso Brasileiro no Manejo da Asma (1998), que permanece como base nas provas; consulte também as recomendações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e protocolos do Ministério da Saúde.
Resumo: A correta classificação da gravidade da asma direciona o tratamento e reduz riscos para o paciente. Domine os parâmetros clínicos e identifique termos-chave no enunciado!
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