O caso hipotético a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.
Em determinado município do interior de um estado brasileiro, um cão da comunidade atacou pessoas que transitavam em
uma praça local. O animal demonstrava muita agressividade, atacando, inclusive, outros animais e, após notificação por parte
dos moradores às autoridades locais, o cão foi capturado e conduzido para o Centro de Acolhimento de Animais do município.
O cão apresentava comportamento agressivo, sialorreia e veio a óbito pouco tempo depois. O médico veterinário, responsável
pelo centro de acolhimento, não realizou necropsia e/ou coleta de amostras para exames, para esclarecer a causa do óbito, e
encaminhou o corpo do animal para incineração. Passadas algumas semanas, a situação de ataques de cães que viviam soltos
nas ruas tornou-se cada vez mais frequente, e a agência de defesa agropecuária do estado entrou em ação. Foram detectados
casos positivos para raiva nos cães avaliados. Em contato com representantes de setores de saúde do município, a fim de rastrear a origem dos casos de raiva canina na localidade, o médico veterinário foi consultado a respeito de casos suspeitos nos
últimos meses e negou que tenha atendido algum caso suspeito de raiva, e que o cão causador do primeiro ataque na comunidade havia sido diagnosticado para cinomose – a causa do óbito.