TEMPERATURA NO BRASIL PODE AUMENTAR 6°C ATÉ 2100, DIZ BIÓLO...
Os impactos das mudanças climáticas nos biomas brasileiros indicam que o Brasil poderá enfrentar aumento de temperatura entre 3°C e 6°C até 2100, acima da média global. Foi o que alertou o biólogo Adalberto Val, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), durante palestra na Casa da Ciência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O especialista apresentou os desafios impostos pelas mudanças climáticas aos seis biomas continentais do Brasil: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampas. Essas mudanças devem afetar a dinâmica das chuvas, a intensidade dos ventos e as dinâmicas ecossistêmicas.
Correio Brasiliense (Adaptado). Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2025/11/7296212-temperatura-no-brasilpode-aumentar-6-c-ate-2100-diz-biologo-do-inpa.html#google_vignette. Acesso em: 20 fev. 2026.
Assinale a alternativa correta a respeito dessa problemática.
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Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era comparar as alternativas com a relação físico-climática típica de paisagens tropicais úmidas sob aquecimento e chuvas mais intensas. A única que mantém essa coerência é a D; as demais trazem erros sobre Caatinga, desertificação, infiltração/erosão ou regime hídrico da vegetação.
- Em questões sobre chuva intensa e erosão, verifique se o item relaciona corretamente o processo ao aumento do escoamento superficial, e não automaticamente à infiltração.
- Se a alternativa traz um conjunto de efeitos plausíveis, procure o detalhe técnico destoante; um único elemento incompatível pode invalidar o item inteiro.
- Ao avaliar vegetação e clima, confira se o tipo de formação vegetal foi associado ao regime hídrico correto.
- Não confunda adaptação ecológica com ausência de vulnerabilidade diante de mudanças climáticas.
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Comentários
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O gabarito da banca é ''D''
cada banca com suas opiniões.
A – Falsa. A vegetação da Caatinga é adaptada ao semiárido, mas mudanças climáticas extremas (aumento de temperatura e prolongamento de secas) podem superar sua resiliência, levando a perda de biodiversidade e desertificação.
B – Falsa em parte. O semiárido pode sofrer desertificação e redução da biodiversidade, mas a afirmação erra ao dizer que haveria solos mais profundos – geralmente, desertificação leva a solos rasos, degradados e menos férteis, não profundos e salinos (salinização pode ocorrer, mas não necessariamente solos profundos).
C – Falsa. Chuvas intensas e irregulares geralmente reduzem a infiltração (pela compactação e escorrimento superficial), aumentando erosão e formação de ravinas/voçorocas. O erro está em afirmar que favorece aumento da infiltração e percolação – na verdade, eventos extremos causam escoamento superficial intenso, diminuindo a infiltração.
D – Verdadeira. Em paisagens tropicais úmidas (Amazônia, Mata Atlântica), o aumento da temperatura e eventos extremos de chuva intensificam o intemperismo químico (reações mais rápidas), movimentos de massa (deslizamentos) e alteram regimes hidrológicos (cheias, secas extremas).
E – Falsa. Formações latifoliadas densas ocorrem em áreas com chuvas regulares e balanço hídrico positivo, não com chuvas irregulares e balanço hídrico negativo.
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