Quatro décadas depois, as experiências "que" pareciam apena...

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O trabalho sobre computadores quânticos que deu Prêmio Nobel de Física a pesquisadores



O Prêmio Nobel de Física de 2025 foi concedido ao britânico John Clarke, ao francês Michel H. Devoret e ao americano John M. Martinis por suas contribuições à mecânica quântica, fundamentais para o avanço de uma nova geração de computadores de altíssimo desempenho. O anúncio foi feito pela Academia Real de Ciências da Suécia, em Estocolmo.


Segundo o comitê do Nobel, não há tecnologia avançada hoje que não dependa da mecânica quântica, incluindo telefones celulares, câmeras e cabos de fibra óptica. Clarke, nascido em Cambridge e atualmente professor na Universidade da Califórnia em Berkeley, declarou-se surpreso com o reconhecimento: "Na época, não imaginávamos que esse trabalho poderia se tornar a base para um Prêmio Nobel."


Os três vencedores dividirão onze milhões de coroas suecas. O prêmio reconhece experimentos realizados nos anos 1980 com circuitos elétricos, que levaram à descoberta do tunelamento macroscópico da mecânica quântica e da quantização de energia em um circuito elétrico.


Essas descobertas transformaram o campo da física aplicada, abrindo caminho para a criação de dispositivos eletrônicos mais eficientes e para o desenvolvimento dos computadores quânticos. "Muitas pessoas trabalham nessa área hoje, e nossa descoberta é, em muitos aspectos, a base de tudo isso", afirmou Clarke.


A mecânica quântica estuda o comportamento de partículas subatômicas, como os elétrons, capazes de atravessar barreiras de energia que a física clássica considerava intransponíveis — fenômeno conhecido como tunelamento quântico. O trabalho dos premiados demonstrou que esse efeito pode ser reproduzido em circuitos elétricos do mundo macroscópico, aplicando conceitos teóricos à prática experimental.


Essa conquista tornou-se fundamental para a produção de chips quânticos modernos e para o desenvolvimento dos chamados supercondutores — unidades básicas do processamento de informações quânticas. A professora Lesley Cohen, do Imperial College London, destacou que o trabalho dos três cientistas estabeleceu as bases para as principais tecnologias de hardware quântico atualmente em uso.


Quatro décadas depois, as experiências que pareciam apenas teóricas se mostram decisivas para o futuro da computação e confirmam a importância do estudo pioneiro dos laureados em unir teoria quântica e engenharia de precisão.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gk5n50kp5o.adaptado

Quatro décadas depois, as experiências "que" pareciam apenas teóricas se mostram decisivas.



Em relação à classe gramatical, o vocábulo destacado denomina-se, nesta frase: 

Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na frase "Quatro décadas depois, as experiências "que" pareciam apenas teóricas se mostram decisivas.", o vocábulo "que" retoma o antecedente expresso "experiências" e sinaliza a presença de oração subordinada adjetiva restritiva, o que o classifica como pronome relativo.

Tema central: Pronome relativo
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque conjunção integrante introduz oração substantiva e não retoma antecedente nominal expresso. Aqui, o "que" retoma "experiências" e introduz uma oração que caracteriza esse nome. Portanto, não é oração substantiva completiva, mas oração adjetiva restritiva.
B
Certa
A alternativa correta é a B porque o vocábulo "que" exerce retomada anafórica de "experiências" e liga esse antecedente à oração subordinada adjetiva restritiva "que pareciam apenas teóricas". Esse é o critério decisivo de pronome relativo. A própria estrutura confirma isso, inclusive pelo teste de substituição indicado na base: "as experiências as quais pareciam apenas teóricas".
C
Errada
Está errada porque, nessa frase, o termo não funciona como pronome demonstrativo. Ele não aponta elemento do discurso de modo autônomo; sua função é relacional: retomar "experiências" e introduzir a oração adjetiva "que pareciam apenas teóricas".
D
Errada
Está errada porque o "que" não é dispensável. Se ele for retirado, desaparece o elo sintático entre "experiências" e a oração que as qualifica, comprometendo a construção. Logo, não se trata de partícula expletiva nem de termo de mero realce.
Pegadinha da questão
A confusão real era levar o candidato a marcar conjunção integrante apenas porque o "que" inicia uma oração, sem verificar o dado decisivo da frase: há antecedente expresso, "experiências", retomado pelo termo.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de classificar o "que", procure se ele retoma um substantivo anterior expresso.
  • Se a oração introduzida por "que" caracteriza um nome, o valor é de oração adjetiva, o que aponta para pronome relativo.
  • Use o teste de substituição por "o qual", "a qual", "os quais" ou "as quais" quando a estrutura permitir.
  • Não trate todo "que" como conjunção: verifique se ele apenas introduz oração ou se também exerce retomada anafórica.

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