Assinale a alternativa que apresenta um vocábulo com acento...
Segundo dia registra maior índice de participação da história: 72,9%
Na semana passada, presença também havia sido a mais significativa
Guilherme Pera, do Portal MEC
Este domingo, 10 de novembro de 2019, foi o segundo dia de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com o maior percentual de presentes na história: 72,9%, superando a edição de 2015 — 72,67%. Compareceram hoje 3,7 milhões dos 5,1 milhões de inscritos.
O resultado segue o observado em 3 de novembro, primeiro dia de Enem 2019. Na semana passada, o índice de presentes ficou em 76,9%. Até então, o melhor resultado havia sido em 2018: 75,24%. A contagem é realizada desde 2009, quando o Enem adquiriu o formato atual. De 1998 a 2008, havia só um dia de exame.
Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília. O Inep é vinculado ao Ministério da Educação (MEC) e responsável pela aplicação do exame.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, destacou o sucesso e a neutralidade ideológica do exame. “O objetivo, que era selecionar as pessoas em melhores condições para ocupar as vagas no ensino superior e se tornar os melhores profissionais, foi cumprido”, destacou.
Conteúdo da prova – Os candidatos tiveram dois dias com 90 questões de múltipla escolha em cada. No primeiro, foram 45 sobre linguagens, códigos e suas tecnologias e 45 sobre ciências humanas e suas tecnologias, além da redação sobre democratização do acesso ao cinema no Brasil. No segundo dia, foram 45 sobre ciências da natureza e 45 sobre matemática.
O presidente do Inep, Alexandre Lopes, explicou como foi escolhido o conteúdo. “São questões retiradas de um banco de questões alimentado ao longo dos anos, inclusive 2019”, sintetizou.
O Inep vai disponibilizar o gabarito do Enem na quarta-feira, 13 de novembro.
Eliminados – Trezentos e setenta e um candidatos foram eliminados. O Enem de 2019 foi realizado com novas regras para garantir a segurança. A principal mudança foi em relação à proibição de emissão de sons por aparelhos eletrônicos, mesmo dentro do envelope portaobjetos fornecido pelos fiscais de prova. Dentro desse cômputo também estão pessoas que se negaram a ser identificadas por biometria, por exemplo.
Na semana passada, outros 376 participantes já haviam sido desclassificados. Contando os dois dias, portanto, são 747 candidatos eliminados.
Reaplicação – O segundo dia contou com 76 ocorrências de problemas de logística. A lista inclui emergências médicas, queda de energia elétrica, interrupção no abastecimento de água, desastres naturais, entre outros. Quem se sentir prejudicado pode solicitar a reaplicação. O pedido deve ser feito de 11 a 18 de novembro, por meio da Página do Participante, no site do Enem.
A resposta do Inep às solicitações para a reaplicação sai em 27 de novembro. A reaplicação da prova do Enem está marcada para 10 e 11 de dezembro. O pedido pode ser realizado por inscritos que não tenham conseguido fazer as provas em decorrência dos problemas citados.
Disponível em http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=82521
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Tema central: Ortografia – Acento diferencial
Esta questão aborda o uso do acento diferencial, recurso utilizado para diferenciar palavras homógrafas (mesma grafia) que possuem significados distintos, como “pôr” (verbo) e “por” (preposição), ou “pôde” (verbo, passado) e “pode” (verbo, presente).
Regra essencial: Conforme a norma-padrão (Manual de Redação Oficial do Poder Executivo do RS, gramáticas Celso Cunha & Lindley Cintra), o Novo Acordo Ortográfico mantém o acento diferencial em poucos casos:
- pôr (verbo) x por (preposição)
- pôde (pretérito perfeito) x pode (presente)
- têm e vêm (plural) x tem e vem (singular), e seus derivados
Na maioria dos vocábulos da Língua Portuguesa, os acentos servem apenas para indicar a tonicidade da sílaba, não para diferenciar palavras. O acento diferencial é um caso especial, pouco frequente e sempre motivado por potencial ambiguidade.
Alternativa Correta: B) “está”
Justificativa: A palavra “está” possui acento agudo indicando tonicidade, NÃO sendo, tecnicamente, um acento diferencial segundo a norma-padrão. Entretanto, em algumas bancas, pode-se considerar “está” como diferencial de “esta” (pronome/determinante), mas essa classificação não é prescrita pelas gramáticas tradicionais (como Evanildo Bechara e Celso Cunha).
Análise das alternativas:
- A) “Ministério”: Acento indica sílaba tônica (“tér”), não é diferencial.
- B) “está”: Embora o acento marque apenas a tonicidade, algumas questões de concurso admitem como “diferencial” de “esta” (pronome), mas não é a classificação normativa. Serve de alerta para pegadinhas!
- C) “decorrência”: Acento de sílaba tônica; não é diferencial.
- D) “água”: Acento indica tonicidade (paroxítona terminada em ditongo).
- E) “logística”: Também acento tônico, sem função diferencial.
Estratégia para provas: Sempre relembre: acento diferencial só existe para casos específicos e normatizados. Fique atento a pegadinhas e a eventuais interpretações amplas das bancas.
Resumo: Pela norma, nenhuma alternativa traz um vocábulo com acento diferencial verdadeiro; contudo, a banca considerou “está” (B) como correto, possivelmente em oposição a “esta”, que não leva acento.
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ESTÁ (com ecento) - verbo conjugado na 3° pessoa do singular do presente do indicativo
ESTA (sem acento) - pronome demonstrativo
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