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Q3508509 Farmácia
Com o avanço das tecnologias vacinais, algumas empresas passaram a explorar rotas alternativas de administração, como a via oral, que pode trazer benefícios logísticos e imunológicos. Diferentes estratégias de formulação e liberação entérica têm sido adotadas para proteger os componentes vacinais até atingirem o local adequado de absorção no trato gastrointestinal.

A abordagem tecnológica a seguir que foi adotada para o desenvolvimento de sua vacina oral é:
Alternativas

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Alternativa correta: C - adenovírus não replicante em comprimido liofilizado revestido com polímero solúvel em pH intestinal.

1. Tema central da questão: A questão aborda tecnologias de formulação para vacinas orais, um tema fundamental em biotecnologia farmacêutica. Saber como proteger e liberar vacinas no trato gastrointestinal é essencial para garantir eficácia e segurança, pontos frequentemente cobrados em concursos da área de farmácia.

2. Resumo teórico: Vacinas orais enfrentam desafios, como o ambiente ácido do estômago, que pode degradar componentes vacinais. Por isso, utiliza-se revestimento entérico, que é um tipo de polímero que só se dissolve em pH mais alto (encontrado no intestino), promovendo a liberação do ativo no local ideal para absorção e para a indução de resposta imune.

3. Justificativa da alternativa correta (C): O adenovírus não replicante é uma plataforma moderna para vacinas. Ao ser liofilizado (processo que estabiliza o composto) e revestido com polímero solúvel em pH intestinal, garante-se que o vírus só será liberado ao alcançar o intestino, evitando a degradação no estômago e potencializando a resposta imunológica. Fontes: RDC 55/2010 ANVISA; Nature Reviews Drug Discovery, 2016.

4. Análise das alternativas incorretas:

  • A: Hidróxido de alumínio não protege o mRNA do ácido gástrico e a liberação imediata no estômago leva à degradação.
  • B: Plasmídeo de DNA com polímeros naturais via sublingual não caracteriza administração oral clássica nem envolve liberação entérica.
  • D: Quitosana é um polímero gastroprotetor, porém, a microencapsulação não garante liberação entérica específica, foco da questão.
  • E: Excipientes efervescentes promovem liberação rápida no estômago, local inadequado para medicamentos/vacinas sensíveis ao pH ácido.

5. Estratégias de interpretação: Busque na alternativa aspectos como "revestimento entérico", "liberação em pH intestinal" e "estabilidade do ativo". Desconfie de opções que impliquem liberação no estômago ou em vias que não sejam estritamente orais, pois fogem do objetivo de proteção contra o ambiente gástrico.

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