Acerca de aspectos recentes da economia brasileira pós-1994,...
Entre os anos de 1995 e 1998, foi adotado pelo BCB o regime de câmbio fixo.
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A alternativa correta é: E - errado.
Tema central da questão: A questão aborda o regime cambial adotado pelo Brasil entre os anos de 1995 e 1998, no contexto da economia brasileira pós-1994. Compreender os regimes cambiais e suas implicações é essencial para o cargo de Analista Judiciário - Economia, pois envolve a análise de políticas macroeconômicas que impactam o desenvolvimento econômico e a estabilidade financeira do país.
Resumo teórico: Após o Plano Real, em 1994, o Brasil adotou inicialmente um regime de câmbio fixo, mas este foi substituído por um sistema de câmbio flutuante em janeiro de 1999. Entre 1995 e 1998, o regime adotado pelo Banco Central do Brasil (BCB) foi de câmbio administrado, também conhecido como câmbio semi-fixo ou bandas cambiais. Nesse sistema, o câmbio era ajustado dentro de bandas determinadas pela autoridade monetária, permitindo certa flexibilidade, mas com limites.
Justificativa para a alternativa correta: A afirmação de que foi adotado um regime de câmbio fixo entre 1995 e 1998 é incorreta. Durante esse período, o Brasil operou um sistema de bandas cambiais, onde a taxa de câmbio poderia flutuar dentro de um intervalo pré-definido. Esse sistema foi desenhado para dar espaço ao Banco Central para intervir no mercado cambial para manter a moeda dentro dos limites estabelecidos.
Considerações sobre a alternativa incorreta: A alternativa "C - certo" seria incorreta porque desconsidera o fato histórico de que o Brasil não utilizou um regime de câmbio fixo estrito nesse período. A política cambial era mais flexível do que um câmbio fixo tradicional e permitia ajustes para tentar conter pressões inflacionárias e estabilizar a economia.
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Errado
"Após a implantação do Plano Real em julho de 1994 a autoridade monetária alterou por diversas vezes a política cambial brasileira. Nos três primeiros meses do Plano Real utilizou-se o regime de câmbio flutuante. A partir de outubro de 1994 é adotado o regime de câmbio fixo, que em março de 1995 é trocado pelo regime de bandas cambiais. Porém este modelo de regime cambial não se sustentou, devido as grandes perdas de reservas internacionais, ocasionadas pelas crises internacionais do México em 1995, Sudeste Asiático em 1997 e Rússia em 1998. Em razão da insustentabilidade deste regime em janeiro de 1999, o Brasil adotou o regime de câmbio flutuante"
Fonte: Luciano Rodrigues Lara - (http://www.pet-economia.ufpr.br/banco_de_arquivos/00013_RegimesCambiais.pdf)
#missãoAPF
Cuidado, pois a questão pede somente sobre o período 1995-98, excluindo 1994. Logo devem ser descartados, na análise, os acontecimentos iniciais (câmbio flutuante entre jul-1994 e set-1994 e regime informal de bandas cambiais a partir de out-1994).
De qualquer forma, nunca houve, em momento algum durante o Plano Real, câmbio fixo. Houve, sim, um câmbio sendo mantido supervalorizado dentro de um regime de bandas cambiais, o que é diferente tanto de câmbio fixo quanto de câmbio flutuante. O ano de 1995 - e, portanto, o governo FHC - começa já herdando o regime de bandas cambiais.
Se ainda assim estiverem interessados em entender com mais detalhes a política cambial inicial (de 1994) do Plano Real, sigam lendo:
Apreciação (jul-1994 a set-1994). A paridade entre o real e o dólar foi anunciada, oficialmente, como valor máximo para a taxa de câmbio, no momento da implantação do Plano Real; dessa forma, o teto para o câmbio seria equivalente a R$1 = US$1. O limite inferior não foi, contudo, oficialmente fixado num primeiro momento. Entre jul-set de 1994, não houve qualquer intervenção no mercado de câmbio e a taxa de câmbio sofreu uma apreciação, caindo para R$0,85/US$1.
Intervenção (set-1994-). Tendo em vista que as consequências negativas da apreciação da moeda no STC do BP, em set-1994, o BACEN realizou sua 1ª intervenção no mercado de câmbio e anunciou (out-1994), informalmente, que estaria disposto a comprar dólares a uma taxa mínima de R$0,82/US$1 e vender a uma taxa máxima de R$0,86/US$1. Assim, caracterizava-se um sistema informal de bandas cambiais, com um limite superior (1) oficialmente determinado e um limite inferior (0,82) implicitamente assumido (com base no comportamento da autoridade monetária).
- limite superior: R$1/US$1 (oficial)
- limite inferior: R$0,82/US$1 (implícito)
Valorização artificial (out-1994-). O real será artificialmente mantido supervalorizado (entre 0,82 e 1) para evitar o aumento de preços dos produtos importados e manter alta a oferta interna de produtos (via redução das exportações e aumento das importações).
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