A porção oftálmica do nervo trigêmeo, em relação ao ligament...

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Q3221965 Medicina
A porção oftálmica do nervo trigêmeo, em relação ao ligamento petroesfenoidal, está
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Alternativa correta: B — “superior e lateral”

Tema central: Anatomia do nervo trigêmeo (V) e seus ramos no andar médio do crânio, em especial a relação do ramo oftálmico (V1) com o ligamento petroesfenoidal (ligamento de Gruber), estrutura que forma o teto do canal de Dorello e está próximo ao seio cavernoso.

Justificativa da alternativa B: O V1 emerge do gânglio trigeminal em Meckel e segue na parede lateral do seio cavernoso, ocupando a posição mais superior entre os ramos do V (V1 superior, V2 médio, V3 inferior). O ligamento petroesfenoidal estende-se do ápice petroso ao esfenoide (próximo ao dorso selar), constituindo referência mais medial e inferior, sob a qual corre o nervo abducente (VI) no canal de Dorello. Assim, o V1 situa-se superior e lateral ao ligamento, compatível com a alternativa B. Referências: Gray’s Anatomy; Rhoton AL, Neurosurgery 2003; UpToDate (Anatomy of the trigeminal nerve).

Estratégia de prova: Memorize o “V1-V2-V3: de cima para baixo” na parede lateral do seio cavernoso/forames (V1—fissura orbitária superior; V2—forame redondo; V3—forame oval). Lembre que o ligamento petroesfenoidal é medial e está relacionado ao VI. Não confunda com o ligamento petrolingual, que marca a transição do segmento carotídeo petroso–cavernoso.

Análise das alternativas incorretas:

A) “Superior e distal” — “Distal” é termo impreciso para relações topográficas no crânio. A questão pede relação espacial direta (superior/inferior; medial/lateral). Além disso, o V1 é de fato lateral, não “distal”, ao ligamento.

C) “Inferior e medial” — Descreve posição semelhante à do nervo abducente (VI) sob o ligamento em Dorello. O V1 não é inferior nem medial ao ligamento; é superior e lateral.

D) “Inferior e lateral” — Embora “lateral” pudesse confundir, o ponto crítico é que o V1 não é inferior. Posição inferior sugeriria V2/V3, não o ramo oftálmico.

Aplicação clínica: Em abordagens da base do crânio e patologia do seio cavernoso, reconhecer que o V1 está superolateral ao ligamento e que o VI passa inferior a ele ajuda a prever déficits (neuralgia trigeminal vs. paresia do VI) e guiar dissecções seguras.

Fontes rápidas: Gray’s Anatomy (Cranial nerves; Cavernous sinus), Rhoton AL – Microsurgical anatomy of the cavernous sinus, UpToDate – Anatomy of the trigeminal nerve.

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