A lesão neurotraumatológica mais comum, entre as elencadas a...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão abrange a epidemiologia das lesões neurotraumatológicas, exigindo do candidato conhecimento sobre a frequência relativa de hemorragias e hematomas intracranianos após trauma.
Justificativa da alternativa correta (B – Hemorragia subaracnoide traumática):
A hemorragia subaracnoide traumática (HSA-T) é, de fato, a lesão mais frequente entre as opções quando se analisa o trauma cranioencefálico. A literatura médica, como indicam revisões sistemáticas e obras como o Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.), registra que “a forma traumática da HSA é significativamente mais comum do que os hematomas epidurais ou subdurais”, ocorrendo em até 40% dos traumas cranianos moderados a graves.
O trauma desencadeia ruptura de vasos situados no espaço subaracnóideo, precipitando extravasamento sanguíneo detectável já nas primeiras TC de crânio. Sua detecção tem valor prognóstico, pois associa-se a maior gravidade clínica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Hematoma epidural: Habitualmente relacionado à lesão de artérias meníngeas, esse hematoma é menos frequente, especialmente se comparado à HSA traumática. Constitui cerca de 2% de todas as lesões intracranianas pós-trauma e, segundo a SBC (Sociedade Brasileira de Neurocirurgia), é menos prevalente que HSA-T.
C) Hematoma subdural: Apesar de ser comum nos idosos e alcoólatras por atrofia cerebral e fragilidade venosa, sua prevalência ainda não ultrapassa a HSA traumática em grandes séries de TCE, de acordo com protocolos internacionais e nacionais.
D) Hemorragia intraventricular: Ainda mais rara como manifestação isolada do trauma craniano. Com frequência, é secundária a lesões extensas e graves.
Destaques para a prova: Questões desse tipo comparam prevalências: foque nas estatísticas dos grandes estudos e protocolos. Ao ler o enunciado, atente para termos como “mais comum”, que exigem hierarquização epidemiológica. Fique atento à pegadinha de associar prevalência com gravidade (epidural é grave, mas menos prevalente).
Evidências científicas:
Segundo o Harrison’s e UpToDate, “a hemorragia subaracnoide traumática ocorre em até 40% dos casos de TCE moderado a grave”. Já o PHTLS (Prehospital Trauma Life Support, 9ª ed.), destaca que “as hemorragias subaracnóideas são mais rotineiras que outras formas pós-trauma”.
Conclusão: A alternativa correta é hemorragia subaracnoide traumática, a mais comum entre as opções após trauma craniano.
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