Os subependimomas são considerados pela classificação da WHO...

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Q3221952 Medicina
Os subependimomas são considerados pela classificação da WHO como
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Tema central: Classificação WHO dos tumores do SNC. Subependimoma é um tumor ependimário benigno, tipicamente intraventricular, de crescimento lento.

Alternativa correta: A – grau 1 (WHO)

Justificativa: Segundo a WHO Classification of Tumours of the Central Nervous System (5ª edição, 2021/2022), o subependimoma é classificado como WHO grau 1. Histologicamente, apresenta baixa celularidade, núcleos ependimários regulares em matriz fibrilar densa, sem mitoses significativas, necrose ou proliferação microvascular — achados compatíveis com comportamento indolente. Clinicamente, costuma ser assintomático ou manifestar hidrocefalia obstrutiva por lesão na ou ventrículos laterais. Quando necessário, a ressecção cirúrgica é frequentemente curativa, e não há indicação rotineira de radioterapia adjuvante. Fontes: WHO CNS 2021 (Louis DN et al.), UpToDate (Ependymomas; Subependymoma).

Análise das alternativas incorretas:

B – grau 2: Grau 2 é típico de ependimoma clássico (não subependimoma). Esses tumores têm maior celularidade e podem requerer radioterapia adjuvante. Atribuir grau 2 ao subependimoma superestima sua agressividade.

C – grau 3: Corresponde a tumores com características anaplásicas (mitoses aumentadas, possível necrose/microvascularização). O subependimoma carece desses critérios; logo, não é grau 3.

D – grau 4: Grau 4 envolve neoplasias de alto grau (ex.: glioblastoma). Não existe subependimoma grau 4; tal classificação implicaria comportamento clínico e histologia que o subependimoma não apresenta.

Como reconhecer na prática (diagnóstico): Em imagem, lesão intraventricular, bem delimitada, muitas vezes no IV ventrículo, com realce discreto e calcificações ocasionais. Idosos são mais afetados. O diagnóstico definitivo é histopatológico.

Conduta: Assintomáticos podem ser observados. Sintomáticos por obstrução ou efeito de massa: ressecção é tratamento de escolha; recidiva é rara após remoção completa. Diretrizes e revisões (WHO 2021; UpToDate) sustentam essa abordagem.

Pegadinhas de prova: Diferenciar de: - Central neurocytoma (WHO 2): intraventricular (forame de Monro) em adultos jovens, realce mais evidente. - SEGA (WHO 1) em esclerose tuberosa: geralmente no forame de Monro, em adolescentes, com calcificações proeminentes e associação sindrômica.

Estrategia de memorização: “Subependimoma e pilocítico” = grau 1 (benignos, crescimento lento); “Ependimoma clássico” ≥ grau 2.

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