As medidas abaixo são eficazes e as mais utilizadas no contr...
Gabarito comentado
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Tema central: controle da hipertensão intracraniana (HIC) no traumatismo cranioencefálico (TCE). Pela doutrina de Monro–Kellie, qualquer aumento de volume (sangue, LCR ou parênquima) eleva a PIC; as medidas visam reduzir edema, otimizar retorno venoso e manter perfusão cerebral adequada.
Alternativa correta (exceção): D – hiperventilação
Por quê? A hiperventilação reduz a PaCO₂, causa vasoconstrição cerebral e queda do fluxo sanguíneo cerebral. Embora possa baixar a PIC rapidamente, aumenta o risco de isquemia, especialmente nas primeiras 24 h pós-TCE. As diretrizes da Brain Trauma Foundation desaconselham hiperventilação profilática (evitar PaCO₂ < 25 mmHg) e recomendam usá-la apenas como medida de resgate em herniação iminente, idealmente com monitorização de oxigenação cerebral (p.ex., SjvO₂, PbtO₂). Portanto, não é uma medida de uso rotineiro e sustentado para controle de HIC no TCE.
Análise das alternativas incorretas
A – Manitol IV: Osmótico; reduz edema e volume sanguíneo cerebral por efeito reológico. Eficaz em bolus de 0,25–1 g/kg. Exige euvolemia e monitorização de osmolaridade/função renal; evitar em hipotensão ou insuficiência renal. Recomendado em diretrizes (BTF; UpToDate; Harrison’s).
B – Salina hipertônica IV: 3% (infusão/bolus) ou bolus concentrados (7,5%–23,4%) conforme protocolo institucional. Melhora PIC, mantém melhor estabilidade hemodinâmica que o manitol em alguns cenários. Alvo sérico de Na+ geralmente 145–155 mEq/L. Vigiar hipernatremia e osmolaridade; soluções concentradas requerem via central. Suportada por diretrizes de neurocríticos (Neurocritical Care Society) e BTF.
C – Cabeceira elevada (≈30°): Medida simples e efetiva para otimizar retorno venoso, reduzindo PIC. Manter pescoço em posição neutra, evitar compressão jugular, otimizar pressão de perfusão cerebral (PPC 60–70 mmHg). É intervenção de primeira linha no TCE.
Estratégia para provas: atenção ao termo “à exceção”. Entre medidas usuais de primeira linha (cabeceira, osmoterapia com manitol/salina hipertônica), a hiperventilação é a pegadinha: somente temporária como resgate, não rotina.
Dicas práticas: além das opções listadas, priorize analgesia/sedação adequadas, normocapnia (PaCO₂ 35–40), normotermia, correção de hiponatremia e considerar drenagem de LCR ou craniectomia descompressiva conforme refratariedade.
Referências essenciais: Brain Trauma Foundation, 4th Ed. Guidelines for Severe TBI; UpToDate (Management of elevated ICP in adults); Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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