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Q3221949 Medicina
Os seguintes acessos cirúrgicos podem ser utilizados para clipagem de um aneurisma de topo de artéria basilar em um paciente com hemorragia subaracnoide na cisterna interpeduncular, exceto um. Assinale-o.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o conhecimento anatômico e técnico sobre os acessos cirúrgicos para clipagem de aneurismas do topo da artéria basilar, um dos desafios clássicos em neurocirurgia vascular.

O topo da artéria basilar está localizado profundamente na cisterna interpeduncular e exige uma abordagem que permita exposição adequada, minimizando risco neurovascular. O domínio dessas técnicas é fundamental para o neurocirurgião, pois determina o êxito terapêutico e a segurança do paciente.

Justificativa da alternativa correta (D – Craniotomia retrossigmóidea):
A craniotomia retrossigmóidea é clássica para acessar lesões da fossa posterior—especialmente ângulo ponto-cerebelar e regiões da artéria vertebral ou basilar “baixa”. Para aneurismas no topo da basilar, essa via não fornece uma trajetória anatômica adequada, tornando-os de difícil acesso e aumentando risco de lesão a estruturas neurovasculares críticas.
Segundo Rhoton, R. B., Jr., referência clássica em neuroanatomia cirúrgica, “a retrossigmóidea deve ser reservada para patologia do compartimento infratentorial e do tronco inferior da basilar” (Cranial Anatomy and Surgical Approaches, 2ª ed, p. 465).

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Craniotomia pré-temporal: Garante ângulo de visão direto à cisterna interpeduncular e ao topo da basilar, sendo uma das abordagens consagradas. Indicada especialmente em aneurismas altos ou com projeção posterior.
  • B) Craniotomia pterional: Tradicional para acessar a região supratentorial basal e a cisterna interpeduncular. É preferida no manejo de diversos aneurismas do topo de basilar, pelo campo operatório amplo e versatilidade.
  • C) Craniotomia fronto-orbito-zigomática: Proporciona excelente exposição da base do crânio, útil em aneurismas complexos e altos do topo da basilar. Permite maior mobilização dos componentes orbitários.

Dicas para provas: Fique atento a localização anatômica do aneurisma versus área de acesso da abordagem. Abordagens posteriores (retrossigmóidea) são para fossa posterior!

Referências confiáveis: Obras de Rhoton e tratados de neurocirurgia como o “Youmans & Winn Neurological Surgery” reúnem detalhamento dessas abordagens, além de artigos revisados em UpToDate e diretrizes da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

Resumo: A craniotomia retrossigmóidea (D) não serve para topo de basilar. A leitura minuciosa das alternativas, correlacionando topografia anatômica e clínica, é chave para acertar questões desse padrão!

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