Os seguintes acessos cirúrgicos podem ser utilizados para cl...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o conhecimento anatômico e técnico sobre os acessos cirúrgicos para clipagem de aneurismas do topo da artéria basilar, um dos desafios clássicos em neurocirurgia vascular.
O topo da artéria basilar está localizado profundamente na cisterna interpeduncular e exige uma abordagem que permita exposição adequada, minimizando risco neurovascular. O domínio dessas técnicas é fundamental para o neurocirurgião, pois determina o êxito terapêutico e a segurança do paciente.
Justificativa da alternativa correta (D – Craniotomia retrossigmóidea):
A craniotomia retrossigmóidea é clássica para acessar lesões da fossa posterior—especialmente ângulo ponto-cerebelar e regiões da artéria vertebral ou basilar “baixa”. Para aneurismas no topo da basilar, essa via não fornece uma trajetória anatômica adequada, tornando-os de difícil acesso e aumentando risco de lesão a estruturas neurovasculares críticas.
Segundo Rhoton, R. B., Jr., referência clássica em neuroanatomia cirúrgica, “a retrossigmóidea deve ser reservada para patologia do compartimento infratentorial e do tronco inferior da basilar” (Cranial Anatomy and Surgical Approaches, 2ª ed, p. 465).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Craniotomia pré-temporal: Garante ângulo de visão direto à cisterna interpeduncular e ao topo da basilar, sendo uma das abordagens consagradas. Indicada especialmente em aneurismas altos ou com projeção posterior.
- B) Craniotomia pterional: Tradicional para acessar a região supratentorial basal e a cisterna interpeduncular. É preferida no manejo de diversos aneurismas do topo de basilar, pelo campo operatório amplo e versatilidade.
- C) Craniotomia fronto-orbito-zigomática: Proporciona excelente exposição da base do crânio, útil em aneurismas complexos e altos do topo da basilar. Permite maior mobilização dos componentes orbitários.
Dicas para provas: Fique atento a localização anatômica do aneurisma versus área de acesso da abordagem. Abordagens posteriores (retrossigmóidea) são para fossa posterior!
Referências confiáveis: Obras de Rhoton e tratados de neurocirurgia como o “Youmans & Winn Neurological Surgery” reúnem detalhamento dessas abordagens, além de artigos revisados em UpToDate e diretrizes da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.
Resumo: A craniotomia retrossigmóidea (D) não serve para topo de basilar. A leitura minuciosa das alternativas, correlacionando topografia anatômica e clínica, é chave para acertar questões desse padrão!
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