O geógrafo Milton Santos apresenta uma interpretação crítica...
Na perspectiva de Milton Santos, a globalização revela-se a partir da existência de três mundos como
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Gabarito: C
O que precisava saber: A questão cobrava a tríade conceitual apresentada por Milton Santos em sua leitura crítica da globalização: fábula, perversidade e possibilidade. Essa é a chave para identificar os 'três mundos' mencionados no comando.
Critério decisivo: O ponto decisivo era reconhecer qual alternativa reproduzia exatamente a formulação atribuída a Milton Santos sobre os três mundos da globalização: fábula, perversidade e possibilidade.
- Quando a questão mencionar Milton Santos e 'três mundos' da globalização, procure a tríade: fábula, perversidade e possibilidade.
- Separe os conceitos do autor: uma coisa é a leitura crítica da globalização em três dimensões; outra é o conceito de meio técnico-científico-informacional.
- Lembre que 'fábula' é a globalização como é narrada e vendida, 'perversidade' é seu funcionamento real, e 'possibilidade' é a perspectiva de uma outra globalização.
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É o mundo globalizado da forma como nos fazem vê-lo. Baseia-se no discurso oficial do mercado, das grandes corporações e dos grandes meios de comunicação.
- A narrativa: Vende a ideia de uma "aldeia global" conectada, onde as barreiras caíram, a informação é instantânea e acessível a todos, e o consumo traz bem-estar universal. É uma história fantástica (uma fábula), mas que ignora deliberadamente a realidade da exclusão social e econômica.
É a globalização como ela realmente se apresenta para a maior parte da população do planeta. Quando a máscara da "fábula" cai, surge o mundo real da exclusão.
- A realidade: Mílton Santos aponta que essa engrenagem de mercado aprofunda as desigualdades, gerando o desemprego estrutural, a fome crônica, o surgimento de novas doenças, a violência urbana e a perda da soberania dos povos diante do dinheiro. A tecnologia e a informação, em vez de libertarem, são usadas de maneira perversa para controlar mercados e concentrar riquezas.
É a perspectiva de futuro, ou seja, a outra globalização. O autor argumenta que as mesmas ferramentas que geram a perversidade (a tecnologia de comunicação, a informação rápida e a mistura de culturas nas cidades) podem ser apropriadas "de baixo para cima".
- A transformação: Quando os povos marginalizados, os intelectuais e as comunidades locais utilizarem essas redes técnicas para conectar suas próprias lutas, criar laços de solidariedade e propor formas alternativas de economia, será possível construir uma globalização humanizada, que priorize o homem em vez do lucro.
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