Sobre a gliomatose cerebral, é correto afirmar que
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Tema central: Gliomatose cerebral é um padrão de crescimento difuso de gliomas, com infiltração extensa do parênquima, envolvendo tipicamente ≥ 3 lobos e frequentemente estruturas profundas e ambos os hemisférios. Nas classificações OMS 2016/2021, não é entidade isolada, mas um padrão de glioma difuso (muitas vezes associado a astrocitomas grau III e glioblastoma).
Alternativa correta: B – “é mais comum em gliomas grau III ou IV”. Justificativa: séries contemporâneas mostram que o padrão de gliomatose é mais frequentemente observado em tumores de alto grau (graus III–IV), inclusive glioblastoma com padrão gliomatose (IDH-wildtype), cursando com evolução agressiva e pior prognóstico. Referências: WHO Classification of Tumors of the CNS (2021/2024), UpToDate, e revisões neuro-oncológicas.
Como reconhecer (diagnóstico): Clinicamente, sintomas difusos e progressivos (cognitivos, crises, déficits multifocais). Na RM: T2/FLAIR difusamente hiperintenso, hipo em T1, pouco ou nenhum realce e efeito de massa desproporcionalmente discreto para a extensão; pode cruzar o corpo caloso. A confirmação é por biópsia dirigida quando factível, para graduar e caracterizar molecularmente. (Fontes: UpToDate, Harrison’s – Neuro-oncologia).
Tratamento (conduta resumida): Cirurgia é limitada pois não há massa ressecável; a estratégia principal envolve radioterapia de campos amplos e quimioterapia com temozolomida, individualizando conforme perfil molecular e desempenho. Objetivo é controle e qualidade de vida. (Diretrizes OMS/UpToDate).
Por que as outras alternativas estão incorretas?
A – “lesão sólida e homogênea”: Falso. A gliomatose é infiltrativa e difusa, não formando massa sólida homogênea. RM mostra acometimento extenso em FLAIR, com realce discreto ou ausente.
C – “principal modalidade de tratamento é a cirurgia”: Falso. A ressecção ampla é inviável na maioria, pela ausência de limites tumorais. Cirurgia pode ser diagnóstica (biópsia) ou descompressiva excepcional, mas não é a base do tratamento.
D – “infiltração restrita a um hemisfério”: Falso. Clássico acometimento de ≥ 3 lobos, com frequência bilateral e envolvendo corpo caloso e estruturas profundas.
Estratégia de prova: Associe “gliomatose” a extensão difusa (não massa), padrão bilateral/multilobar e cirurgia limitada. Diante dessas chaves, sobram as opções que relacionam a doença a alto grau, tornando a alternativa B a mais coerente.
Referências rápidas: WHO CNS Classification 2021/2024; UpToDate – Diffuse gliomas and gliomatosis pattern; Harrison’s Principles of Internal Medicine – Tumores do SNC.
Gabarito: B
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