É considerado marcador histopatológico do glioblastoma:
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Tema central: marcadores histopatológicos do glioblastoma. Em patologia, o glioblastoma (OMS 2021, grau 4) é definido por achados microscópicos característicos, sobretudo necrose (frequentemente em “pseudopalissadas”) e/ou proliferação microvascular. Esses critérios distinguem o glioblastoma de astrocitomas difusos de menor grau.
Alternativa correta (B – áreas de necrose): As áreas de necrose, especialmente a necrose em pseudopalissada (fileiras de células tumorais viáveis circundando focos necróticos), são um marcador histopatológico clássico do glioblastoma. Segundo a Classificação da OMS dos Tumores do SNC (5ª ed., 2021), a presença de necrose ou proliferação microvascular é suficiente para graduar o tumor como grau 4 (glioblastoma) em tumores IDH-wildtype. Referências: OMS 2021; UpToDate (Pathology of glioblastoma); Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Por que as demais estão incorretas?
A – Proliferação celular: aumento mitótico/Ki-67 elevado é comum em muitos tumores e não é específico. Embora o glioblastoma seja altamente proliferativo, isso não o define; o que define, histologicamente, é a necrose e/ou proliferação microvascular (OMS 2021).
C – Bordos mal definidos: os limites infiltrativos são típicos dos gliomas difusos em geral (inclusive de menor grau). É achado macroscópico/radiológico e não um marcador histopatológico específico de glioblastoma.
D – Cápsula tumoral: glioblastomas não têm cápsula. São tumores infiltrativos. Presença de cápsula sugere outras neoplasias, como meningiomas ou até metástases, não um glioma difuso de alto grau.
Estratégia para a prova: Quando o enunciado pedir “marcador histopatológico” do glioblastoma, procure termos como necrose (pseudopalissada) e proliferação microvascular/endotelial. Se a opção “proliferação microvascular” não aparecer, a melhor escolha costuma ser necrose. Atenção à pegadinha: “bordos mal definidos” e “alta proliferação” são verdadeiros em muitos gliomas, mas não são definidores de glioblastoma.
Diagnóstico na prática: suspeita clínica e por RM (lesão heterogênea, realce anelar, edema vasogênico) e confirmação histopatológica com necrose/pseudopalissadas e/ou proliferação microvascular. Critérios moleculares (IDH-wildtype com EGFR amplificação, mutação TERT ou +7/−10) também podem confirmar glioblastoma mesmo sem esses achados histológicos (OMS 2021).
Referências: OMS 2021 (WHO Classification of Tumors of the CNS, 5th ed.); UpToDate – Epidemiology, pathogenesis, and pathology of glioblastoma; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gabarito: B – Áreas de necrose.
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