Na avaliação do grau de escoliose de um paciente com dorsalg...
Gabarito comentado
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Tema central: avaliação do grau de escoliose. Para quantificar a curvatura, o método padrão é o ângulo de Cobb, medido em radiografia panorâmica em ortostatismo.
Alternativa correta: C – “é necessário calcular sempre o ângulo de Cobb”.
O ângulo de Cobb é o padrão-ouro para mensurar a magnitude da curva escoliótica e embasar seguimento e tratamento. Mede-se traçando linhas ao longo das placas terminais das vértebras limite superior e inferior da curva, erguendo perpendiculares e calculando o ângulo entre elas. A graduação habitual: leve 10–25°, moderada 25–40°, grave >40–50° (variações por diretriz). Logo, para “avaliar o grau”, o Cobb é indispensável. Referências: UpToDate; Scoliosis Research Society (SRS); AAOS; Harrison’s.
Estratégia de prova: Atenção ao limiar diagnóstico: escoliose = Cobb ≥10° em radiografia em pé. O escoliômetro é apenas triagem. A “concavidade à esquerda” descreve a direção da curva, mas não define gravidade.
Por que as demais estão incorretas?
A) “9° indica escoliose leve.” – Incorreta. Curvas <10° não configuram escoliose; são assimetrias posturais/atitude escoliótica. “Leve” inicia em 10°. (SRS, UpToDate)
B) “Radiografia panorâmica não tem valor diante da TC.” – Incorreta. A radiografia panorâmica AP e perfil em ortostatismo é o exame de escolha para diagnóstico, medida do Cobb e seguimento. Tomografia é reservada para casos atípicos, malformações congênitas, planejamento pré-operatório ou complicações, pois implica maior radiação e não substitui a mensuração padrão. (AAOS, SRS)
D) “Eletroneuromiografia é mandatória.” – Incorreta. A ENMG não é rotina na escoliose idiopática; indica-se apenas se houver déficit neurológico, dor radicular ou suspeita de neuropatia/radiculopatia. (UpToDate, Harrison’s)
Diagnóstico na prática: Clínica com assimetria de ombros/escápulas e gibosidade na manobra de Adams. Confirmação e graduação com radiografia panorâmica em pé (AP e perfil), ângulo de Cobb e avaliação da maturidade esquelética (ex.: Risser) para estimar risco de progressão.
Referências essenciais: UpToDate – Adolescent idiopathic scoliosis; Scoliosis Research Society (SRS) Guidelines; AAOS OrthoInfo; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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