Sobre a membrana de Liliequist, é correto afirmar que

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Q3221922 Medicina
Sobre a membrana de Liliequist, é correto afirmar que
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Tema central: a membrana de Liliequist é uma membrana aracnoide basal que separa as cisternas supraselar/chiasmática da cisterna interpeduncular, com grande relevância em neurocirurgia vascular e em ventriculostomia do terceiro ventrículo (V3). Divide-se em folhetos diencefálico e mesencefálico.

Alternativa correta (A): “se estende do clivus ao processo clinóide posterior.”

Justificativa: A membrana tem inserções anteriores ao longo do clivus superior/dorso da sela e dos processos clinóides posteriores, projetando-se posteriormente em direção aos corpos mamilares e à face anterior do mesencéfalo. Essa descrição está de acordo com estudos anatômicos clássicos (Rhoton; Yasargil; Greenberg), que demonstram que o folheto mesencefálico se ancora no clivus e o diencefálico no dorso da sela/processos clinóides posteriores, formando uma barreira entre as cisternas supraselar e interpeduncular.

Análise das incorretas:

(B) “do hipocampo aos corpos mamilares” – Falsa. O hipocampo é estrutura do lobo temporal medial, dentro do sistema límbico e não participa das inserções da membrana. A Liliequist é basal, entre região selar/supraselar e tronco encefálico, sem relação direta com o hipocampo.

(C) “localiza-se acima da cisterna optocarotídea” – Falsa. A membrana situa-se inferior e posterior à cisterna quiasmática/optocarotídea, atuando como diafragma entre esta e a cisterna interpeduncular. Portanto, não está “acima” da optocarotídea.

(D) “sua abertura é desimportante no acesso a aneurismas do topo da basilar” – Falsa. A fenestração da membrana de Liliequist é passo crítico para expor a cisterna interpeduncular e alcançar o topo da artéria basilar em abordagens pterionais/transsilvianas e subfrontais. Também é essencial na V3 endoscópica, garantindo comunicação com as cisternas basais e sucesso do fluxo do LCR (Yasargil; Rhoton; UpToDate).

Dicas de prova e raciocínio: associe “membrana de Liliequist” a “supraselar ↔ interpeduncular” e a inserções no clivus/dorso da sela/clinóides posteriores. Cuidado com pegadinhas envolvendo hipocampo (temporal, não basal) e localização “acima” da cisterna optocarotídea (na prática fica abaixo/posterior).

Referências úteis: Rhoton AL Jr., Neurosurgery (anatomia microcirúrgica das cisternas basais); Yasargil MG, Microneurosurgery; Greenberg MS, Handbook of Neurosurgery; UpToDate – Basal cisterns and arachnoid membranes.

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