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Q2469621 Medicina
A toracocentese é um procedimento invasivo que envolve a introdução de uma agulha/cateter na cavidade pleural com o objetivo de remover líquido ou ar, com fins diagnósticos ou terapêuticos, para isso temos o chamado “triângulo de segurança”, área para possível punção lateral mais segura, composta pelas seguintes estruturas anatômicas:
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Tema central: Toracocentese e a área anatômica segura para punção lateral – o “Triângulo de Segurança”. Essa área reduz risco de lesão vascular, nervosa e de órgãos abdominais, sendo padrão para inserção de drenos e punções pleurais guiadas.

Alternativa correta (A) – Por que está certa?
O Triângulo de Segurança é delimitado por: anterior pela borda lateral do músculo peitoral maior, posterior pela borda do músculo grande dorsal (latíssimo do dorso), inferior pela linha ao nível do 5º ou 6º espaço intercostal e ápice na base da axila. Essa descrição coincide com as recomendações do British Thoracic Society (BTS) Pleural Disease Guideline e é amplamente referida em UpToDate e ATLS. Nessa área, a parede torácica é mais segura e o diafragma está mais baixo, reduzindo risco de lesão de vísceras.

Pegadinha frequente: não confundir o local de descompressão de pneumotórax hipertensivo (4º/5º EIC na linha axilar anterior) ou 2º EIC na linha hemiclavicular com o triângulo de segurança para drenagem/toracocentese.

Por que as demais estão erradas?
B) Usa serrátil anterior e romboide como limites, que não definem o triângulo. Indica 2º/3º EIC, nível alto e fora da área padrão para drenagem/toracocentese, aumentando risco de lesão pulmonar e falha de drenagem.
C) Cita serrátil posterior (não é limite do triângulo), e propõe 6º/7º EIC, frequentemente abaixo da zona segura, elevando risco de transfixar o diafragma e lesar fígado/baço. “Infraespinhoso” não é ápice do triângulo.
D) Usa peitoral menor (o correto é peitoral maior) e “levantador da escápula” como ápice, o que está fora da definição anatômica. O nível do 5º/6º EIC isoladamente não corrige os demais erros.

Estratégia para prova: memorize o mnemônico: “Peitoral à frente, Grande dorsal atrás, Mamilo como base, Axila no ápice.” Em adultos, o mamilo está aproximadamente no 5º EIC.

Dicas práticas de segurança:
- Preferir ultrassom para localizar o líquido (BTS, UpToDate).
- Introduzir a agulha/dreno no bordo superior da costela para evitar o feixe neurovascular que corre no sulco costal inferior.
- Evitar punção muito inferior (≥7º EIC na linha axilar), pelo risco de lesão diafragmática/abdominal.

Referências essenciais: BTS Pleural Disease Guideline; UpToDate: Thoracentesis e Chest tube placement; ATLS; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: A

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Para compreender a resposta correta para a questão, é essencial entender o que é o "triângulo de segurança" no contexto da toracocentese. O triângulo de segurança é uma região anatômica delimitada que serve como referência para a inserção segura da agulha ou cateter na cavidade pleural, minimizando o risco de lesões a estruturas adjacentes. A alternativa A descreve corretamente as bordas desse triângulo: anteriormente é delimitado pela borda lateral do músculo peitoral maior, que é facilmente identificável no tórax; a borda posterior é definida pela borda lateral do músculo grande dorsal, um músculo largo das costas; a borda inferior é marcada pelo 5º ou 6º espaço intercostal, que é uma região segura para evitar lesão no fígado ou baço; e o vértice situa-se na base da axila, garantindo que a punção seja realizada acima do nível do diafragma. As outras alternativas contêm descrições incorretas das bordas do triângulo de segurança ou referem-se a espaços intercostais que não são comumente utilizados para este procedimento, aumentando o risco de complicações. Portanto, a alternativa A é a correta porque define a área segura para a realização da toracocentese, respeitando a anatomia relevante para este procedimento.

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