A Lidocaína é um anestésico muito utilizado no dia a dia da ...

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Q2469619 Medicina
A Lidocaína é um anestésico muito utilizado no dia a dia da prática médica. Caso seja infundido uma sobre dosagem, seus principais efeitos colaterais são
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Gabarito: C — zumbido e gosto metálico na boca.

Tema central: Toxicidade Sistêmica por Anestésicos Locais (TSAL/LAST), geralmente por superdosagem ou injeção intravascular acidental de lidocaína. O mecanismo é o bloqueio de canais de sódio em SNC e miocárdio, produzindo sinais neurológicos precoces e, em níveis mais altos, colapso cardiovascular.

Por que a alternativa C é correta? Os sinais precoces clássicos de TSAL são zumbido (tinnitus), gosto metálico, parestesia perioral, tontura e agitação, que podem preceder convulsões. Esses sintomas são marcadores de níveis séricos iniciais elevados e ajudam a reconhecer precocemente a toxicidade. Referências: ASRA/Guidelines para LAST; UpToDate; Miller’s Anesthesia.

Análise das alternativas incorretas:

A) Diarreia e convulsão. Convulsões são possíveis em TSAL, porém diarreia não é manifestação típica de toxicidade por lidocaína. O pareamento não reflete o quadro clássico inicial (neurossensitivo) e confunde com efeitos gastrointestinais inespecíficos.

B) Depressão respiratória e edema palpebral. Depressão respiratória pode ocorrer tardiamente, após convulsões e depressão do SNC. Já edema palpebral sugere reação alérgica (rara com amidas como a lidocaína) e não TSAL. A dupla mistura mecanismos diferentes (alérgico vs tóxico).

D) Bradicardia e amnésia. Bradicardia/instabilidade elétrica podem aparecer em fase avançada (toxicidade cardiovascular). Amnésia não é típica da lidocaína; lembra mais benzodiazepínicos. Não corresponde ao padrão inicial de TSAL.

Estratégia para provas: Diante de “superdosagem infundida”, pense em TSAL. Busque sinais neurológicos precoces: parestesia perioral, zumbido, gosto metálico, tontura. Atenção à pegadinha: quadros alérgicos (edema palpebral/urticária) não traduzem toxicidade sistêmica.

Conduta essencial (se cobrada):

  • Interromper o anestésico, oxigênio, via aérea e ventilação adequada.
  • Tratar convulsões com benzodiazepínicos; evitar grandes doses de propofol se instável hemodinamicamente.
  • Emulsão lipídica 20% conforme ASRA (bolus e infusão) em casos moderados/graves.
  • Suporte cardiovascular; usar pequenas doses de epinefrina; evitar vasopressina e antiarrítmicos que bloqueiam sódio.

Referências: ASRA Practice Advisory on Local Anesthetic Systemic Toxicity; UpToDate (Local anesthetic systemic toxicity); Miller’s Anesthesia; Katzung – Basic & Clinical Pharmacology.

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A Lidocaína é um anestésico local do tipo amida que age bloqueando os canais de sódio voltagem-dependentes, impedindo a geração e condução do impulso nervoso. Em situações de sobre dosagem ou toxicidade sistêmica, os efeitos colaterais não se restringem ao local de aplicação, podendo influenciar diversos sistemas do organismo. Os sintomas iniciais de toxicidade sistêmica da Lidocaína geralmente envolvem o sistema nervoso central (SNC) e o sistema cardiovascular. No SNC, podem ocorrer sintomas como tontura, zumbido, visão borrada, tremores e eventualmente convulsões em casos mais graves. A sensação de gosto metálico na boca também é um sinal precoce de toxicidade. Portanto, a alternativa correta é a C, pois zumbido e gosto metálico na boca são efeitos colaterais associados à toxicidade da Lidocaína, refletindo o envolvimento do SNC e uma resposta inicial ao excesso da substância no corpo, antes que sintomas mais graves como convulsões ou efeitos cardiovasculares se desenvolvam. As outras alternativas listam sintomas que não são tipicamente associados com a toxicidade da Lidocaína. A diarreia não é um efeito colateral comum da sobredosagem de lidocaína (Alternativa A), a depressão respiratória e edema palpebral não são efeitos diretos típicos (Alternativa B), e a bradicardia e amnésia (Alternativa D) não são as principais manifestações de toxicidade, apesar de a bradicardia poder ocasionalmente ocorrer devido aos efeitos da lidocaína no sistema cardiovascular.

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