Observe o excerto: “Entre os fatores ligados à relação do a...
A escola pode interferir na formação moral dos alunos?
Por: Telma Vinha (professora da Unicamp) em colaboração com Maria Suzana Menin (professora da Unesp) e Mariana Tavares (pesquisadora da FCC)
O desenvolvimento de valores morais é decorrente da interação do sujeito com as situações e as pessoas nos diversos ambientes que frequenta, como a escola, com a família e com os amigos. Considerando todas essas influências, questionamos: “Será que a instituição de ensino tem um papel significativo na formação ética dos alunos? Que atitudes de professores, funcionários e colegas podem interferir nesse processo?”
Um estudo inédito da Fundação Carlos Chagas (FCC), coordenado por Mariana Tavares, da FCC, e Suzana Menin, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com a participação de pesquisadores de várias instituições, ajuda a responder essas questões. Realizado com quase 10 mil crianças, adolescentes e professores de 76 escolas públicas e privadas do Brasil, ele objetivou construir um instrumento para avaliar a presença e os níveis de desenvolvimento (adesão) dos valores convivência democrática, solidariedade, justiça e respeito.
Os resultados dos alunos foram relacionados com mais de 30 variáveis, como sexo, religião, composição familiar, nível socioeconômico, regras e sanções na família, autoestima, repetência, observação de maus-tratos, como eles acreditavam ser vistos pelos outros e as relações estabelecidas. Algumas conclusões evidenciam a importância de cuidar do convívio na escola para favorecer o desenvolvimento moral.
Sentir-se bem tratado pelos professores e ter docentes e funcionários que jamais ou raramente gritam com os alunos promoveu maior adesão de todos os valores. Não presenciar (ou ver pouco) educadores colocarem estudantes para fora da sala influenciou o aumento da justiça, respeito e solidariedade. Já ter professores que recorrem pouco (ou nunca) aos pais dos alunos para resolver conflitos indicou maior presença de convivência democrática e solidariedade.
Entre os fatores ligados à relação do aluno com a instituição e com os colegas, gostar de ir à escola e frequentar as aulas interferiu no aumento dos valores solidariedade, respeito e convivência democrática. Alunos que nunca (ou raramente) viram colegas se agredirem ou gritar tiveram todos os valores influenciados positivamente. Acreditar ser bem-visto pelas outras pessoas no ambiente escolar gerou o aumento da justiça.
No caso da família, o apoio dos pais teve relação com maior respeito e justiça. Este último fator também foi influenciado pelo emprego de combinados com os filhos. Quando os pais usam sanções (que não sejam físicas ou humilhantes), há mais adesão a justiça, solidariedade e convivência democrática. Isso pode estar associado à ideia de uma família cuidadosa, que deixa claro o que pode ou não ser feito pelos filhos, revalidando os valores quando eles são feridos.
As ações contrárias às apresentadas acima, a exemplo de gritar muitas vezes ou não apoiar os filhos, estão sempre relacionadas a menor adesão aos valores. Chama a atenção também o fato de que, na pesquisa, religião, configuração familiar, nível socioeconômico e repetência não tiveram relação significativa com a presença de valores.
O estudo colabora para comprovar que a qualidade das interações na escola, em especial dos adultos com os alunos, influencia fortemente no desenvolvimento moral (quanto mais positivas forem, maiores as adesões aos valores). Assim, se queremos formar pessoas éticas, fica evidente a importância de ter espaços de diálogo e reflexão sobre a convivência e de cuidar para que toda a comunidade escolar vivencie de fato esses valores.
(Fonte: Revista Nova Escola. Ano 30, número 282 de maio de 2015. Editora Abril)
Gabarito comentado
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Tema central da questão: Esta questão aborda o uso da crase, um dos tópicos mais recorrentes e importantes da gramática normativa exigidos em concursos para nível superior, como o cargo de Analista - Administrador.
Regra da crase: A crase é a fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a” (ou eventualmente com a inicial de pronomes, demonstrativos, etc.), sendo representada pelo acento grave (`). De acordo com Evanildo Bechara, “crase significa a junção de duas vogais idênticas num só som e numa só sílaba”.
No caso dos trechos destacados (“à relação” e “à escola”), temos:
- A preposição “a” é exigida pelos termos regentes (“ligados a”, “ir a”);
- Os substantivos “relação” e “escola” requerem o artigo feminino “a”.
A soma destes dois “a”s resulta na fusão marcada pelo acento grave (`): “à relação”, “à escola”. Essa análise é corroborada por gramáticos como Celso Cunha e Lindley Cintra.
Justificativa da alternativa correta:
E) Trata-se do acento grave, empregado para indicar a junção da preposição “a” com o artigo feminino “a” que acompanha os substantivos “relação” e “escola”.
Essa alternativa descreve exatamente o que ocorre na frase, atendendo ao que prescreve a norma-padrão e os manuais oficiais.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Erro conceitual: não há supressão de advérbio, nem pronome. O fenômeno é junção entre preposição e artigo.
- B) O acento agudo (´) não indica nasalidade, nem é o empregado nesses casos.
- C) O acento circunflexo (^) não marca vogal aberta e também não é utilizado no fenômeno da crase.
- D) Novamente, utiliza o termo “acento agudo”, que está incorreto. Não há supressão, mas fusão.
Dica de prova: Sempre que houver substantivo feminino precedido de termo que exige preposição “a” e for possível usar o artigo feminino “a”, haverá crase. Exemplos: “Vou à reunião”, “Referiu-se à norma”.
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Comentários
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Trata-se da famosa definição de crase. Mel na chupeta!!! rs
GAB. E.
Lembrando
Supressão significa eliminar/extinguir.
Cuidado com as pegadinhas!
REGRA GERAL DA CRASE:
TERMO REGENTE PEDE PREPOSIÇÃO A E O TERMO REGIDO PEDE ARTIGO DEFINIDO FEMININO A.
tão lógica essa questão
CONFUIDI ACENTO AGUDO COM ACENTO GRAVE.
POR ISSO FUI DE D KKKKKKKKK, que vergonha.
GAB. LETRA E
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