Leia o caso clínico a seguir. Mulher de 55 anos, professora...

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Q4154320 Medicina

Leia o caso clínico a seguir.



Mulher de 55 anos, professora aposentada e tabagista, apresenta disfonia progressiva há dois anos. Queixa-se de que sua voz é “rouca e grossa”. Ao exame vídeolaringoscópico apresentou aumento de volume das pregas vocais com edema flácido e redundância de mucosa.



Considerando o diagnóstico mais provável para esse caso, a paciente é informada de que

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto-chave é reconhecer que a videolaringoscopia descreve edema de Reinke: disfonia crônica em tabagista, voz grave/rouca e pregas vocais aumentadas de volume com edema flácido e redundância de mucosa. Esse achado define lesão benigna e, quando sintomática e crônica como no caso, sustenta a indicação de cirurgia como melhor conduta para melhora vocal.

Tema central: Edema de Reinke
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, embora o edema de Reinke seja benigno, a fonoterapia isolada não corrige o componente anatômico descrito no exame: edema flácido e redundância de mucosa crônicos. A base sustenta que, em lesão estrutural sintomática estabelecida, o tratamento de melhora vocal é predominantemente cirúrgico. Indicar apenas fonoterapia confunde medida adjuvante com tratamento principal da lesão morfológica.
B
Errada
Está errada porque a morfologia laringoscópica apresentada não corresponde ao padrão de lesão maligna, e sim ao de edema de Reinke. O fato de a paciente ser tabagista e ter disfonia crônica aumenta a possibilidade de confusão com câncer, mas o achado decisivo é edema flácido com redundância mucosa das pregas vocais, descrição típica de entidade benigna e não de carcinoma glótico infiltrativo, vegetante ou ulcerado.
C
Errada
Está errada porque a lesão é benigna, mas não se pode afirmar resolução completa dos sintomas apenas com cessação do tabagismo. A suspensão do tabagismo é essencial para controle etiológico e prevenção de progressão ou recidiva, porém a alteração anatômica crônica com mucosa redundante frequentemente persiste e costuma requerer cirurgia para melhora efetiva da voz.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o caso descreve edema de Reinke, lesão benigna associada ao tabagismo e caracterizada por edema flácido com mucosa redundante nas pregas vocais. A benignidade afasta a hipótese de malignidade como regra do quadro apresentado, mas não torna o tratamento apenas conservador: em lesão estrutural crônica e sintomática, a microcirurgia laríngea é a medida que melhor promove melhora funcional da voz.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: associar automaticamente tabagismo e disfonia crônica a malignidade, ignorando a morfologia típica do edema de Reinke, e supor que, por ser lesão benigna e vocal, fonoterapia ou cessação do tabagismo isoladas bastariam mesmo diante de redundância mucosa crônica.
Dica para questões semelhantes
  • Em disfonia crônica de tabagista, não conclua malignidade sem confrontar a morfologia da videolaringoscopia.
  • Edema flácido, aumento de volume bilateral e redundância de mucosa das pregas vocais apontam para edema de Reinke.
  • Lesão benigna não significa tratamento conservador exclusivo: se houver alteração estrutural crônica sintomática, pense em cirurgia para melhora vocal.
  • Cessar tabagismo é medida essencial, mas não autoriza afirmar resolução completa quando já existe lesão anatômica estabelecida.

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