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Q3409368 Medicina
Maria, 55 anos, apresenta-se para avaliação devido a uma cefaleia recente de forte intensidade no lado direito, iniciada há 4 dias. Descreve a dor como pulsátil e relata um aumento progressivo na intensidade, especialmente ao subir e descer escadas. Além da cefaleia, relata sensibilidade à luz e ao som, acompanhada de náuseas, sem episódios de vômitos. Nega histórico anterior de sintomas semelhantes. No exame físico, não são identificadas anormalidades neurológicas, mas é observada secreção nasal purulenta e leve hiperemia na garganta. Qual o diagnóstico mais provável para este caso? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Diferenciar cefaleias primárias (enxaqueca, tensional, em salvas, hemicrânia paroxística) das cefaleias secundárias (por infecções, hipertensão intracraniana, neoplasias etc.). Em provas, use o mnemônico SNOOP para “red flags” (p.ex., início após 50 anos, nova cefaleia, sinais infecciosos), que orientam para causa secundária (ICHD-3; Harrison’s; UpToDate).

Alternativa correta: B – Cefaleia secundária.

Justificativa clínica: Cefaleia de início recente em paciente com mais de 50 anos, curso progressivo, associada a secreção nasal purulenta e sinais de IVAS sugerem rinossinusite aguda como causa. A ICHD-3 define cefaleia atribuída à rinossinusite quando o quadro doloroso ocorre em paralelismo temporal com os sintomas sinusais e melhora com sua resolução. Além disso, “nova cefaleia após 50 anos” é um alarme que afasta diagnóstico primário de primeira crise. Logo, o diagnóstico mais provável é cefaleia secundária à rinossinusite.

Exames e conduta (estratégia prática): Em nova cefaleia >50 anos, considerar neuroimagem (RM preferencial; TC se urgência) para excluir outras causas. Para rinossinusite, o diagnóstico é clínico; TC de seios da face é reservada para casos graves/complicados. Tratamento: analgesia (AINEs), corticoide intranasal, irrigação salina; iniciar antibiótico se critérios de bacteriana (febre alta, dor facial intensa, secreção purulenta, piora após 5–7 dias) conforme diretrizes IDSA/UpToDate.

Análise das alternativas incorretas

A – Enxaqueca sem aura: Apesar de dor pulsátil unilateral com fotofobia/fonofobia e náusea, a ICHD-3 exige ≥5 crises típicas. Primeira dor após 50 anos + sinais infecciosos e secreção purulenta → favorecem causa secundária.

C – Cefaleia tensional: Geralmente bilateral, pressiva, leve a moderada, não piora com esforço e sem náusea. O cenário descrito não é compatível.

D – Cefaleia em salvas: Crises curtas (15–180 min), muito intensas, em salvas, com sinais autonômicos ipsilaterais (lacrimejamento, ptose, congestão nasal) e agitação psicomotora; padrão não observado.

E – Hemicrânia paroxística: Ataques muito frequentes, curtos (2–30 min), resposta absoluta à indometacina; quadro clínico e temporalidade distintos.

Pegadinha de prova: Dor unilateral pulsátil com náusea “grita” enxaqueca, mas primeiro episódio após 50 anos + achados infecciosos mudam o eixo para cefaleia secundária. Use o SNOOP para não errar.

Referências rápidas: ICHD-3 (International Classification of Headache Disorders); Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate; Diretrizes IDSA para rinossinusite aguda.

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