O aumento do número de crianças com traqueostomia tem sido ...

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Q4154305 Medicina
O aumento do número de crianças com traqueostomia tem sido atribuído à maior sobrevida de recém-nascidos prematuros e daqueles que requerem ventilação prolongada. Pensando nisso, a Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicaram, em 2017, o primeiro consenso sobre a traqueostomia na infância. Ao orientar os pais de uma criança com traqueostomia, é importante dizer que 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O enunciado remete ao consenso ABOPe/SBP de 2017, cujo critério clínico de suspeita de traqueíte em criança traqueostomizada inclui aumento e/ou alteração da secreção traqueal, com ou sem febre, podendo haver taquidispneia.

Tema central: Traqueostomia pediátrica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma o cuff em indicação rotineira na pediatria, o que contraria o consenso. Em crianças, a recomendação é priorizar cânulas plásticas, e o cuff não é de rotina; seu uso fica restrito a situações específicas, como necessidade de ventilação com pressão positiva ou proteção temporária de via aérea em aspiração grosseira. Além disso, a alternativa erra ao sugerir que o alto risco de aspiração justificaria cuff insuflado como regra.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reproduz o critério clínico descrito no consenso ABOPe/SBP de 2017 para suspeita de traqueíte em criança traqueostomizada. A base decisiva é a mudança na quantidade e/ou no aspecto da secreção traqueal, sem exigir febre obrigatória, podendo coexistir taquidispneia. Portanto, a orientação aos pais sobre esses sinais está tecnicamente adequada.
C
Errada
Está errada porque trata cânulas metálicas e plásticas como opções equivalentes definidas pela doença de base e pela adaptação ao material. Pela base, na pediatria a cânula plástica é a escolha habitual, enquanto a metálica não é a recomendação padrão para crianças. O critério técnico de escolha envolve idade, anatomia, indicação clínica e necessidade ventilatória, não apenas doença de base ou adaptação subjetiva ao material.
D
Errada
Está errada porque impõe um esquema fixo de troca da cânula — 30 dias e depois anual — que não existe no consenso. A periodicidade depende do tipo de cânula, do fabricante e do contexto assistencial, sendo as trocas das cânulas plásticas muito mais frequentes. Adotar trocas tão espaçadas na criança contraria o manejo pediátrico e aumenta risco de complicações relacionadas ao dispositivo.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: exigir febre como condição obrigatória para suspeitar de traqueíte e tratar cuff ou cânula metálica como rotina em pediatria. O ponto-chave era lembrar que, no consenso citado, mudança de secreção com ou sem febre já orienta suspeita clínica de traqueíte.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão citar o consenso ABOPe/SBP de traqueostomia na infância, procure primeiro critérios clínicos de complicação e orientações práticas de cuidado domiciliar.
  • Em criança traqueostomizada, febre não é requisito para suspeitar de traqueíte; alteração ou aumento de secreção traqueal já é sinal relevante, podendo haver taquidispneia.
  • Na pediatria, pense em cânula plástica como padrão; cuff é exceção por indicação específica, não regra.
  • Desconfie de alternativas com calendário fixo e universal de troca de cânula, porque a periodicidade depende do tipo de cânula e do contexto assistencial.

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